Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Memórias

Memórias de verões passados ...

  Olá a todos.  Ontem lembrei-me que com o terminar das aulas, tinhamos um momento "alto" durante as férias.  A ida ao fotógrafo tirar as famigeradas fotografias passe. Eu "adorava" estas idas ao fotógrafo, havia alguns destes senhores que tinham o dom para fazer este trabalho. Houve uma fase, em que nos punham sentados meio de lado e depois com a cabeça virada quase a olhar por cima do ombro (qual torcicolo) e a seguir vinha "Olh'ó passarinho" e a seguir "E esses dentinhos? Onde estão esses dentinhos?" Dava-me uns nervos... uns dias depois ias lá buscar as fotos e eu quase nunca gostava do trabalho feito, não era natural, era forçado e sem piada nenhuma.  Finalmente com a parte analógica a desaparecer, já se tirava fotografias que o fotógrafo deixava ver e se não estivessem bem, podia-se repetir.  O mais "grave" disto tudo era o referido fotógrafo achar-se no direito de fazer uma exposição na montra de todas as fotografias passe de...

5 anos depois...

  Bom dia. Nestes últimos dias, nas notícias tem-se falado dos cinco anos que já passaram depois da pandemia e dos primeiros casos de COVID em Portugal. Foram tempos difíceis e considero que ninguém estava preparado para viver o que viveu. A angústia, a incerteza, o não saber o que na realidade estava do outro lado. As notícias, as pessoas que por todo o lado não cumpriam as regras. Aquele fantasma que pairava em cima da nossa cabeça. Num dos dias que se falava deste assunto à hora do almoço, a minha miúda dizia ter saudades desta altura, porque gostou muito de ter aulas online e que era muito divertido ver os colegas e a professora através do ecrã.  Tudo era uma novidade...mas a realidade não era assim tão cor-de-rosa... quem tinha um pingo de bom senso, temia pelos mais velhos, temia por si e pelos seus... Neste tempo muitas coisas boas surgiram, projectos novos, momentos inusitados, um pouco de tudo para amenizar estas sombras que pairavam na nossa vida. Cá em casa não foi ...

"Nascidos em 74" - Yara Silva - Memórias à luz dos sonhos...

  Bom dia a todos! Hoje trago-vos um novo relato de alguém que nasceu no ano de 74. Esta história é especial, por várias razões. Porque conta as memórias de alguém que não nasceu em Portugal e que aqui chegou estava este nosso país a ferro e fogo. Também porque numa fase delicada, abre as portas do seu coração para falar de um amor maior, como é o amor a um pai. Obrigado Yara, pela coragem e por me confiares as tuas memórias. Um beijo no teu 💙. "Nasci no ano de 1974, o ano da Revolução de 25 de Abril, nesse dia estava na barriga da minha mãe. Nasci na Beira, em Moçambique, não tenho memórias da terra onde nasci, pois vim para Portugal ainda bebé. Gostava de um dia voltar, talvez o cheiro faça faísca nas recordações.   As origens: O meu pai – moçambicano, com ascendência goesa - veio estudar para Portugal, conheceu a minha mãe – portuguesa - e começaram uma vida conjunta em Portugal. Porém, por motivos familiares, ele teve de regressar a Moçambique e a vida deles continuo...

Na altura em que tínhamos tempo....

Bom dia! Acho que o calor destes últimos dias fazem-me saltar para dentro de uma máquina do tempo imaginária e ao som desta música levam-me de volta aos anos 90 e ás férias passadas lá para os lados de Tomar. E na altura em que: - Tínhamos tempo para tudo, para olhar pela janela e ver as fazendas em volta pejadas de uvas maduras mesmo ali à mão de semear. - Tínhamos tempo para almoçar e demorar três horas a fazê-lo, pois aquela hora o calor era tanto que era bem melhor ficar dentro de casa pois era muito fresquinha. - Tínhamos tempo para ir para o rio e "penar" até lá chegar pois eram bem uns 4 kms sempre a andar. - Tínhamos tempo para apanhar amoras, uvas, figos e até beldruegas nas margens do rio. - Tínhamos tempo para longos banhos no rio, para pescar e apanhar lagostins. - Tínhamos tempo para ajudar a criar um passarinho ou um cágado que por engano foi pescado no lugar de um peixe. - Tinha tempo para visitar as "velhotas" (e digo isto com...

93 dias depois....

93 dias de confinamento. A conjugação do verbo ir: - Ir á rua, - Ir trabalhar, - Ir às compras, - Ir à escola, - Ir às aulas de dança e aos espectáculos - Ir aos ensaios de teatro, - Ir à catequese - Ir sair para estar com a família, - Ir passear, - Ir ao cinema E tantos outros "ires" deu lugar ao verbo "Ficar". #FicaemCasa, o hastag que mais se deve ter visto nestes últimos meses, associado ao #vaificartudobem foram repetidos milhares ou milhões de vezes sem conta, na realidade todos estavam cheios de medo do desconhecido (e será que ainda não estamos?) Quando pensávamos que não tínhamos capacidade de aguentar mais, passava um e outro dia, uma semana e mais outro mês e aqui chegamos. Aqui estamos hoje... O que nos trouxe estes tempos? Nem sei ao certo, incertezas, inseguranças, capacidade de nos superarmos... Dias em que a cabeça quase rebenta de tantas coisas para fazer e dias em que te sentes a pior pessoa do mundo porque não és suficie...

O Café também pode ser frio...

Bom dia!! Apesar de ainda estarmos em Maio o calor dos últimos dias já faz lembrar bem o verão. Este calor traz-me à memória a nossa ida à Grécia no ano de 2008, o calor era tanto, que só se estava bem era na sombra acompanhado de uma bebida fresca. Foi por lá que descobrimos o maravilhoso Caffé Frappé. Já antes tinha deixado este sugestão, mas as coisas boas são sempre de recordar! Deixo-vos hoje esta minha sugestão. Este café é para ser saboreado devagarinho... Caffé Frappé (para gulosos) Ingredientes: - 1 chávena (chá) de leite frio (magro) - 1 colher (sopa) de café solúvel - 1 colher (sopa) de açúcar - 2 chávenas (chá) de gelado (café, baunilha ou natas) Preparação: Coloque todos os ingredientes no copo do misturador. Tape, ligue-o e deixe misturar meio minuto. Sirva de seguida, em copos altos, com canudos de baunilha. Caffé Frappé (para não gulosos) Ingredientes: - 1 chávena (chá) de leite frio (magro) - 1 colher (sopa) de café solúvel - 2 colheres (sop...

23 anos de histórias no Teatro

No dia de hoje, faz 23 anos que subi ao palco pela primeira vez. Já nem me lembro muito bem como foi, sei que os nervos eram mais que muitos.  A peça trazia um tema complicado, a reforma agrária, a morte de Catarina Eufémia.  O título da peça era "Ao Atiçar do Lume" de Joaquim Murale, acho que tinha uma frase para dizer, mas o peso da peça, o peso de saber que estávamos a ser avaliados por um júri, pesava imenso.  Foi uma noite de pranto! A personagem principal era feita por uma grande amiga que na altura tinha 15 anos e enfrentou o papel com uma garra de uma mulher já feita! Acho que essa peça mudou-nos a maneira como víamos a vida! Depois disso, fiz revista (que não é de todo o género teatral que me enquadro), fiz vários papéis, mas aquilo sabia-me a pouco e decidi voar para sonhos mais altos... Fiz uma audição para um grupo de teatro em Lisboa, nas provas "bati" de frente com todo o tipo de pessoas que estavam na mesma posição que eu e eu......