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A mostrar mensagens com a etiqueta Fernando Pessoa

Quando Vier a Primavera...

  Quando Vier a Primavera Quando vier a Primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma. Se soubesse que amanhã morria E a Primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é. (Poemas Inconjuntos, heterónimo de Fernando Pessoa) Alberto Caeiro

Momentos de vida - Always Sintra

  Bom dia! Ontem voltamos a Sintra! Apesar do tempo um pouco nublado que na parte da tarde ficou, estava muito agradável. Obviamente que Sintra sem ter muita gente não era a mesma coisa. Mas não foi impedimento para ser um momento especial, como sempre... Ouvimos música perto do palácio da vila, ainda dancei com a minha bailarina 😁. Demos uma caminhada até a Seteais, apanhamos castanhas (não as de comer, aquelas muito rijas que se põe nas gavetas para não haver humildade). O outono aos poucos também já chegou por aqueles lados, como podem ver pelas fotos que vos deixo  Uma tarde bem passada.... Por fim, um trecho de uma poesia de Álvaro de Campos, que já antes aqui tinha deixado, mas faz todo o sentido voltar a relembra-lo. "Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos a que cheguei, Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, Ou de tombadilhos, sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouc...

O Outono...

  "Vinha, por fim, o outono certo: o ar tornava-se frio de vento; soavam folhas num tom seco, ainda que não fossem folhas secas; toda a terra tomava a cor e a forma impalpável de um paul incerto. Descobria-se o que fora sorriso último, num cansaço de pálpebras, numa indiferença de gestos. E assim tudo quanto sente, ou supomos que sente, apertava, íntima, ao peito a sua própria despedida. Um som de redemoinho num átrio flutuava através da nossa consciência de outra coisa qualquer. Aprazia convalescer para sentir verdadeiramente a vida." Livro do Desassossego - Fernando Pessoa/Bernardo Soares Que venha então o outono! Beijos e abraços Sandra C.