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A mostrar mensagens com a etiqueta memórias de sempre

As memórias de outros Natais....

Bom dia! E desde já votos de boas festas para todos! Um pedido de desculpas pela ausência, mas estes últimos dias a minha atenção teve que ir para outros assuntos, andamos sempre a correr neste mês de Dezembro, o importante é o sentido de missão cumprida. Quanto ao tema de hoje... As memórias de Natais passados. Xiii... são tantas. A quadra natalícia, para mim para além m de ser uma quadra para se viver em família, de paz e tudo o que todos apregoamos, mas que nos esquecemos o resto do ano, para mim também é uma época de memórias. Isto porque apesar de estarem sempre no meu pensamento, nesta altura do ano, a minha mãe e o meu avô mais que nunca estão sempre presentes. No dia 24, quando bem cedinho amasso as minhas filhoses (de abóbora e estendidas) sinto a presença da minha mãe ao meu lado, pois era um trabalho que era partilhado pelas duas. Nesse mesmo dia quando estou a fritar as primeiras filhoses de abóbora, a primeira é sempre para mim (sempre sem açúcar), em memór...

Poppy Day - Remembrance Day

Hoje em lugares distintos do mundo (Reino Unido e Canadá e penso que cá em Portugal também) comemora- se este dia, em memória do fim da guerra e também dos soldados mortos na primeira grande guerra. Também é chamado do dia do Armistício. Eu assisti em Londres, às celebrações deste dia em 2008, foi deveras impressionante ver tantos veteranos a desfilar. Deixo-vos o poema que fala sobre este dia. "Nos campos de Flandres as papoulas estão florescendo entre as cruzes que em fileiras e mais fileiras assinalam nosso lugar; no céu as cotovias voam e continuam a cantar heroicamente, e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá embaixo. Somos os mortos… Ainda há poucos dias, vivos, Ah! Nós amávamos, nós éramos amados; sentíamos a aurora e víamos o poente a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados nos campos de Flandres. Continuai a lutar contra o nosso inimigo; nossa mão vacilante atira-vos o archote: mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes, nós,...

Amizade... essa pedra preciosa!

Image from  https://www.mensagenscomamor.com/ "As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável." Madre Teresa de Calcutá Eu falo muitas vezes de coisas que já passaram. Diz-se que não devemos fazê-lo, que devemos seguir em frente. E eu sigo... Gosto de falar de coisas boas, que marcaram e moldaram a pessoa que sou hoje. Hoje venho falar de um tempo (o início da adolescência) em que a vida deu umas grandes reviravoltas, uma altura em que deixamos de estar debaixo das asas protectoras dos pais e passamos a ter uma responsabilidade sobre o que fazemos. Na altura, tudo era novidade (até a escola), tudo era revelação, mas cedo algumas nuvens vieram encobrir esta primavera de emoções. O "gigante" fantasma do "Bulling" (que na altura ninguém falava dele) veio acercar-se de mim, levando com ele sonhos e momentos felizes. Não é bom falar destas coisas, falo apenas, porque salvou-se dessa época algumas amiz...

Memórias leva-as o vento....

                                         Foto da minha autoria no Parque da Cidade do Porto ...mas as doces continuam a pairar no nosso coração. Assim é com as recordações das amoras das silvas. Em pequena adorava apanhá-las e todos os anos volto a ter de novo essa experiência, sempre que posso no Verão... E faço questão de passar essas coisas boas para os meus filhos! A felicidade é uma nuvem doce! Já numa outra  ocasião  eu falei dos momentos que me deixam de sorriso no rosto e no coração... Apesar de não apreciar coisas doces, das amoras eu gostava. E nem com os picos e as mãos todas sujas me importava, eu queria era apanhá-las... pois nesse momento eu sabia que as minhas férias estavam a começar e que todos este momentos únicos iam voltar à minha memória, quase trinta anos depois... Deixo-vos alguns pensamentos sobre a infância e as recordações: "Cres...

Música de um verão passado (Parte II)

                                                        Foto by https://pt.wikipedia.org A minha linda praia do Lizandro perto da Ericeira! Esta era a minha praia em pequena, durante vários verões o domingo era passado por lá. Bem cedo lá íamos nós numa viagem quase de uma hora e mesmo assim chegávamos lá pelas 6h30... "Tão cedo"? (pensam vocês??) Sim íamos cedo porque o meu pai pescava no rio, então a minha mãe e o meu irmão faziam-lhe companhia e eu tentava dormir mais um bocadinho no carro. Mas o "cantar" das gaivotas chamavam-me e então fechava o carro e lá ia eu (talvez com 7 ou 8 anos) passear pela praia deserta... era só eu, as gaivotas e o mar! E por lá ficava a admirá-las, adorava vê-las todas alinhadas de frente para o sol! Via a baía e depois ia até ao mar "beber" daquela força imensa, adorava o rebentar das ondas e ador...

As amizades do tempo da infância

Amizades de Infância... todos nós as temos. Uns mais, outros menos, mas penso que todos temos guardado num cantinho do coração memórias das amizades que ficaram do nosso tempo de crianças. A vida faz com percamos o contacto, mas a maravilha das redes sociais volta-nos a aproximar... Muitas das vezes até por um mero acaso... alguém que passa por nós e o sorriso, o olhar faz lembrar alguém com quem já partilhamos risos, lágrimas... Acho de facto interessante, como tantos anos passaram e ainda guardamos memórias de pequenos momentos que se viveram no meu caso já faz mais de três décadas.                                                 Imagem from https://www.iclik.com.br Nem todas as memórias são boas, vão dizer alguns, mas mesmo as más servem para nos dizer que estamos cá, que vivemos e que aprendemos (ou pelo menos assim devia de ser) a não fazer os mesmos...

Uma flor sem tempo...

Em homenagem ao maestro José Calvário, aqui fica uma canção das mais bonitas e tocantes que ele compôs... Que descanse em paz... Flor sem tempo Na mesma rua Na mesma cor Passava alegre Sorria amor Amor nos olhos Cabelo ao vento Gestos de prata De flor sem tempo É dela o mundo É a certeza de viver Canta o sol Que tens na alma És a flor de ser feliz Olha o mar De tarde calma Foi como o vento Soprou um dia Passava alegre Alguém a via É nossa a vida É a certeza de te ver Canta o sol Que tens na alma És a flor de ser feliz Olha o mar De tarde calma Ouve o que ele diz (4x)

O dia de folga...

Estes meus dias de folga para já, dão para conseguir descansar muito... pelo menos para dormir! No entanto hoje, também deu para outras coisas, desfazer a árvore Natal e o presépio (destesto ter que fazer isso...) e também ver alguma televisão. Hoje vi o programa da Julia Pinheiro, em que falavam de pessoas que gostavam de coisas mais antigas... uma das raparigas tentava passar para a sua vida esse gosto pelos tempos antigos, pela maneira como se vestia, como usava o cabelo, etc... Penso que já falei aqui algumas vezes, eu também sou fã dos tempos mais antigos, adorava ter vivido, na altura dos anos 50, 60 e 70. Indentifico-me imenso com esses temp os, em cada década com as suas diferenças bem entendido, mas desde pequena que é assim. Em pequena ouvia as canções antigas portuguesas, quando as minhas colegas ouviam as que era moda na altura, assim como na minha adolescência adorava ouvir as musicas fantásticas dos anos 60. Adorava vestir-me de maneiras diferentes das minhas colegas, ...

No alto daquela serra...

Há uns dias que andam com uma música na cabeça, de vez em quando sai e só me apetece cantá-la, mas como seriam poucos as que a iam reconhecer, prefiro guardá-la para mim, mas hoje resolvi partilhá-la convosco. Ja me perguntei se me ando a recordar disto, com algumas saudades dos meus tempos de infância, dos tempos em que a professora Eugénia, nos ensinava estas canções bonitas, dos tempos em que nós acreditavamos que o mundo era lindo. Com esta canção jogavamos ao lenço. Acho que estou a ficar "cota"... Vejam lá se se lembram disto? "No alto daquela serra" No alto daquela serra no alto daquela serra está um lenço está um lenço a acenar Está dizendo viva viva está dizendo viva viva morra quem morra quem não sabe amar Do outro lado do monte do outro lado do monte tem meu pai tem meu pai um castanheiro Dá castanhas em outubro dá castanhas em outubro uvas brancas uvas brancas em janeiro .

Pão por Deus...

Sei que ainda falta dois dias para o dia 1de Novembro, no entanto resolvi fazer uma pesquisa pela tradição do Pãpo por Deus. Esta tradição há já muito tempo que deixou de ter sentido (ou pelo menos tanto como tinha há alguns anos atrás), quando eu era mais pequena recordo-me de andar sempre vários miúdos a pedir o Pão por Deus, quando iam à minha porta, normalmente dava laranjas, castanhas, bolachas e ás vezes chocolates. Eu nunca pedi o Pão por Deus pois era muito envergonhada, lolol… Mas hoje quero-vos falar das origens desta tradição. As suas origens, estão na na Ilha de São Francisco do Sul no estado de Santa Catarina no Brasil. Por Portugal é na ilha de S. Miguel que o PÃO POR DEUS se vive ainda com fortes convicções, pede-se o Pão por Deus para sufragar as almas, antigamente as famílias mais pobres pediam esmola neste dia, especialmente, junto daqueles a quem tinha falecido alguém. As crianças ao virem pedir, também cantavam ou diziam em coro: “Pão por Deus, fia a Deus Seja tudo ...

"La boum"

As conversas são como as cerejas... e o que aqui vou hoje deixar fez parte de uma dessas conversas com uma colega de trabalho. Fez-me lembrar a minha adolescência, quando nós ainda tinhamos alguma inocência, quando falar de alguns temas era para nós quase um tabú. Não devem estar a perceber nada do que aqui estou a escrever, mas eu passo a explicar. Por alturas do meu 7º ano, tive uma professora de de francês, que era um bocadinho à frente, então para nos incutir a língua francesa, uma das suas aulas foi para assistir ao filme "La boum". Não sei se já ouviram falar, ou se já assistiram, mas foi um dos filmes que me marcou, não só porque gostava muito de francês, mas também porque foi a primeira vez que na escola, algum professor teve a ousadia de falar na primeira relação sexual (na altura ainda não se falava em ter educação sexual nas escolas...) E lembrei-me disto porquê? Porque há uns dias atrás ouvi na rádio, uma música que servia de banda sonora deste filme, uns dias de...
As memórias de sempre vai servir para relembrar algumas coisas que vivemos, na nossa infância, adolescência e não só. Um momento, um objecto, uma música, um brinquedo, sempre que me lembrar de algo vou colocar aqui. Hoje lembrei-me do cubo mágico, quem nunca teve um? Podiam ser grandes, em formato de porta-chaves, nos anos 80 apareceu em grande força em Portugal, no entanto sabem que este brinquedo (ou quebra-cabeças, como lhe queiram chamar) foi inventado em 1974 peloescultor e professor de arquitectura húngaro Ernő Rubik e que no ínicio o cubo chamava-se realmente cubo mágico mas que depois foi baptizado com o nome do seu criador. Este objecto é feito normalmente de plástico e pode ser encontrado em várias versões, sendo mais conhecida a versão 3x3x3, com 54 faces e 6 cores diferentes, com arestas de aproximadamente 5,5 cm. O cubo mágico é considerado um dos brinquedos mais populares do mundo, com um total de 300 milhões de unidades vendidas. Pode encontrar mais informações, jogos ...

We are the world

Hoje vinha eu a caminho de mais um dia de trabalho, ainda com algum sono, quando por causa da estação de rádio que vinha a ouvir, despertei e me recordei do tempo que eu ainda tinha esperanças de poder vir a mudar o mundo... eu e muitas crianças, jovens e adultos. A música é "We are the world", lembram-se dela? Da quantidade de vezes que ela passou nas rádios, na televisão? Hoje agradeço à M80 (podem sintonizar em 96.6 ou espreitar a página http://m80.clix.pt/ )por me fazer recordar coisas boas, quando ainda podiamos ser inocentes e pensar num mundo melhor... There comes a time when we need a certain call When the world must come together as one There are people dying Oh, and it's time to lend a hand to life The greatest gift of all We can't go on pretending day by day That someone, somehow will soon make a change We're all a part of God's great big family And the truth - you know love is all we need ( CHORUS ) We are the world, we are the children We are th...

Chiado – 18 anos depois...

O mês de Agosto de 1988, foi terrível para Portugal, pelo menos na altura assim se ouvia falar. No dia 25 de Agosto, Portugal acorda com a notícia que o Chiado estava a arder, lembro-me que a minha mãe deu-me a notícia deviam ser umas dez da manhã e o inferno já tinha começado umas quantas horas antes, mais propriamente perto das cinco da manhã. Fiquei em estado de choque... nesse dia não se ouvia falar de mais nada. Para além de um dia com um calor abrasador, a televisão mostrava a visão horrível de ver tanta história, tanta vida assim a desaparecer como que por magia...mas uma magia das que não gostamos de ver. Uma situação destas só aconteceu porque a prevenção, nunca foi pensada e estudada como devia ser, os pavimentos da maioria destas casas eram de madeira(ainda hoje isso acontece em alguns sítios da baixa pombalina), sem falar é claro de outros graves problemas. Aquele sítio para mim era especial, sempre que por lá passava, imaginava a quantidade de histórias passadas naquel...