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A mostrar mensagens com a etiqueta Na Hora da Poesia

Natália Correia - Sete Luas

  Bom dia! Tal como prometi na semana passada, hoje trago-vos mais um vídeo com uma poesia de Natália Correia. O poema de hoje é: Sete Luas - Dimensão Encontrada de 1957 Há noites que são feitas dos meus braços e um silêncio comum às violetas e há sete luas que são sete traços de sete noites que nunca foram feitas. Há noites que levamos à cintura como um cinto de grandes borboletas. E um risco a sangue na nossa carne escura duma espada à bainha de um cometa. Há noites que nos deixam para trás enrolados no nosso desencanto e cisnes brancos que só são iguais à mais longínqua onda de seu canto.  Há noites que nos levam para onde o fantasma de nós fica mais perto: e é sempre a nossa voz que nos responde e só o nosso nome estava certo. Espero que apreciem. Beijos e abraços. Sandra C.

Natália Correia - Um Século Depois...

  Bom dia! Hoje trago-vos poesia!  Hoje trago-vos Natália Correia, que se fosse viva hoje completaria 100 anos! E tanto que esta mulher deu à poesia e à cultura Portuguesa. Admirada por uns, não entendida por outros, sempre certeira e acutilante nas suas palavras. A poesia que hoje vos trago, é tão simples como bela. Espero que gostem. Nuvens correndo num rio - Livro Rio de Nuvens de 1847 Nuvens correndo num rio Quem sabe onde vão parar? Fantasma do meu navio Não corras, vai devagar! Vais por caminhos de bruma Que são caminhos de olvido. Não queiras, ó meu navio, Ser um navio perdido. Sonhos içados ao vento Querem estrelas varejar! Velas do meu pensamento Aonde me quereis levar? Não corras, ó meu navio Navega mais devagar, Que nuvens correndo em rio, Quem sabe onde vão parar? Que este destino em que venho É uma troça tão triste; Um navio que não tenho Num rio que não existe. Para a semana que vem irei trazer mais um poema desta poetisa! Beijos e abraços. Sandra C.

Na Hora da Poesia - "Heróis Do Cemitério" de Vitor Nunes

Bom dia! Neste dia, há 30 anos atrás, acontecia algo que ia comover Portugal e o mundo inteiro.  O massacre de Díli.  Lembro-me como se fosse hoje quando as imagens começaram a correr nos noticiários e jornais, era uma revolta imensa. Sentirmo-nos de pés e mãos atadas, ver tanta crueldade, tudo em nome da politica. Manifestações pelo nosso Portugal e pela vizinha Espanha. Sinais foram dados, panos pretos em sinal de luto, panos brancos de paz e panos brancos em sinal de paz. Esta foi a primeira vez que vi Portugal unido por algo.  Concertos, músicas, muita coisa se fez... e hoje 30 anos depois não podemos esquecer este dia tão triste. Para que isso não aconteça, o meu amigo e poeta Vitor Nunes escreveu este poema ao qual eu dei a voz! Se acharem por bem divulguem, partilhem! Para que este poema chegue a Díli, para que este poema chegue ao mundo! Beijos e abraços! Sandra C. Heróis do Cemitério "Num país triste amordaçado de vontades próprias ignoradas foi Sebastião Gomes a...

Na Hora do Poesia - Prólogo de Patrícia Baltazar

Bom dia a todos! Hoje trago-vos um poema que gosto muito, escrito por Patrícia Baltazar. Encontrei este poema no ano de 2019 quando o Grupo de Teatro Contra-Senso estava em pleno processo de criação do Espectáculo "Versos Que Nos Unem" que subiu a palco faz precisamente hoje dois anos. Hoje dedico este poema, a todos os poetas e poetisas com quem já me cruzei na minha vida! Aqueles que regularmente visitam este cantinho como o Cidália e o Ryk@rdo . E outros poetas que por vezes sem mesmo rimar fazem maravilhas obras de arte com as palavras, um abraço especial para o Vitor Nunes e para a minha querida Cátia Moreso. "Porque a poesia não é estanque, é liberdade. A poesia é a mais ilustre ave de rapina." PRÓLOGO "A poesia é para ser livre. Não é estanque. Não existem academias ou falsas humildades. Falsas volúpias. Não está na escola ser-se o que não se é. Não devia. O útero do papel no limite, não é formal. É gravidez. É luz. A liberdade não é, portanto, formal. ...