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A mostrar mensagens com a etiqueta Poesias

Quando Vier a Primavera...

  Quando Vier a Primavera Quando vier a Primavera, Se eu já estiver morto, As flores florirão da mesma maneira E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma. Se soubesse que amanhã morria E a Primavera era depois de amanhã, Morreria contente, porque ela era depois de amanhã. Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo? Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse. Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo. Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem. Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele. Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é. (Poemas Inconjuntos, heterónimo de Fernando Pessoa) Alberto Caeiro

Momentos de Vida - Nuvens

  Bom dia a todos! Este fim-de-semana, finalmente tivemos uns tais dias de outono. Ainda assim continuo a achar que está calor a mais. Que me desculpem quem gosta do calor, mas já não se aguenta 🥴 A foto que vos trago hoje, não é recente, mas capta exactamente a essência de um dia de outono. Por fim, não vim pensamento, mas um poema: Como Nuvens Pelo Céu "Como nuvens pelo céu Passam os sonhos por mim. Nenhum dos sonhos é meu Embora eu os sonhe assim. São coisas no alto que são Enquanto a vista as conhece, Depois são sombras que vão Pelo campo que arrefece. Símbolos? Sonhos? Quem torna Meu coração ao que foi? Que dor de mim me transtorna? Que coisa inútil me dói?" Fernando Pessoa Beijos e abraços. Sandra C.

Natália Correia - Sete Luas

  Bom dia! Tal como prometi na semana passada, hoje trago-vos mais um vídeo com uma poesia de Natália Correia. O poema de hoje é: Sete Luas - Dimensão Encontrada de 1957 Há noites que são feitas dos meus braços e um silêncio comum às violetas e há sete luas que são sete traços de sete noites que nunca foram feitas. Há noites que levamos à cintura como um cinto de grandes borboletas. E um risco a sangue na nossa carne escura duma espada à bainha de um cometa. Há noites que nos deixam para trás enrolados no nosso desencanto e cisnes brancos que só são iguais à mais longínqua onda de seu canto.  Há noites que nos levam para onde o fantasma de nós fica mais perto: e é sempre a nossa voz que nos responde e só o nosso nome estava certo. Espero que apreciem. Beijos e abraços. Sandra C.

Natália Correia - Um Século Depois...

  Bom dia! Hoje trago-vos poesia!  Hoje trago-vos Natália Correia, que se fosse viva hoje completaria 100 anos! E tanto que esta mulher deu à poesia e à cultura Portuguesa. Admirada por uns, não entendida por outros, sempre certeira e acutilante nas suas palavras. A poesia que hoje vos trago, é tão simples como bela. Espero que gostem. Nuvens correndo num rio - Livro Rio de Nuvens de 1847 Nuvens correndo num rio Quem sabe onde vão parar? Fantasma do meu navio Não corras, vai devagar! Vais por caminhos de bruma Que são caminhos de olvido. Não queiras, ó meu navio, Ser um navio perdido. Sonhos içados ao vento Querem estrelas varejar! Velas do meu pensamento Aonde me quereis levar? Não corras, ó meu navio Navega mais devagar, Que nuvens correndo em rio, Quem sabe onde vão parar? Que este destino em que venho É uma troça tão triste; Um navio que não tenho Num rio que não existe. Para a semana que vem irei trazer mais um poema desta poetisa! Beijos e abraços. Sandra C.

Bem- Vindo Verão - 21 de Junho

Boa tarde! Hoje começa o verão! Confesso que esta não é a minha altura do ano preferida, não me dou nada bem com o calor. Mas pronto, é o que tem de ser, resta pensar nos momentos positivos que o verão nos proporciona, as férias, os piqueniques, as idas à praia até ao final do dia, quando o sol já se está a por e vem beijar suavemente a nossa pele. No verão temos a fruta madura , os meus preferidos são os morangos, as cerejas e as amoras silvestres! As saladas de tomate com queijo fresco, salpicada de ervas e sal. As sardinhas e outros peixes frescos grelhados já me deixam água na boca.... Por fim, deixo-vos um poema de Alberto Caeiro sobre o verão: Como quem num dia de Verão abre a porta de casa - Alberto Caeiro Como quem num dia de Verão abre a porta de casa E espreita para o calor dos campos com a cara toda, Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa Na cara dos meus sentidos, E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber Não sei bem como nem o quê... Mas quem me mandou a ...

Momentos de Vida - A Janela...

Bom dia! Hoje volto com os Momentos de Vida! Esta foto não é deste fim-de-semana, mas do anterior... esta foto foi tirada a meio de uma tarde, onde estava prestes a desafiar-me em algo inédito para mim... deu luta, mas acho que fui bem sucedida! A luz do sol a entrar por esta janela, foi o sinal de positividade que precisava neste dia!  Deixo-vos um excerto de um poema de Cecilia Meireles, que gostei muito... espero que gostem também. A arte de ser feliz "(...) Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu ...

O Verão chegou...

  O Verão chegou ontem, envergonhado e com cara de outono. Confesso que não sou adepta do calor, de muito calor, dou-me mesmo muito mal com o calor. No entanto o verão traz+nos dias muito bons, com mais luz, com mais vontade de passear, de ir até à praia mais para o fim da tarde quando todos já estão de regresso a casa, apanhar conchinhas e fazer piscinas na areia. Ver os mil e um pôr -do-sol, cada um mais especial que o outro.... Passear à noite para ver a lua... Refeições mais leves e frescas, piqueniques desfrutando a natureza. Portanto, o verão é maravilhoso, mas este ano temos uma agravante, a falta de água que me preocupa. Faz-me imensa confusão já nesta altura do ano ver os rios e barragens com a cota de água tão baixa. À parte deste assunto, dizer-vos que uma das coisas que mais gosto no verão é apanhar amoras das silvas, traz-me memórias tão boas e docinhos!  Por causa das amoras deixo-vos um pequeno poema de Eugénio de Andrade. As amoras O meu país sabe às amoras bra...

Momentos de Vida - Verdes são os Campos...

Bom dia! Este fim-de-semana prolongado passou a correr! No dia de ontem estivemos a oeste a ver um torneio de futebol onde o clube e o meu filho mais velho jogou na Lourinhã. Entre jogadas e golos, captei a calmaria e a languidez desta ovelhas e cabras a pastar nos campos ao lado, do local onde estávamos.... Por fim, um poema que gosto muito! Verdes Sao os Campos Verdes são os campos, De cor de limão: Assim são os olhos Do meu coração. Campo, que te estendes Com verdura bela; Ovelhas, que nela Vosso pasto tendes, De ervas vos mantendes Que traz o Verão, E eu das lembranças Do meu coração. Gados que pasceis Com contentamento, Vosso mantimento Não no entendereis; Isso que comeis Não são ervas, não: São graças dos olhos Do meu coração. Luís de Camões Beijos e abraços. Sandra C.

Sugestão para o fim-de-semana - Livro "Desconexo" de Vítor Nunes

Bom dia a todos! Hoje sendo sexta-feira venho cá dar-vos uma sugestão de leitura. Sei que alguns dos que me visitam, são apreciadores de poesia, Assim sendo sugiro que venham conhecer um pouco a obra do poeta Vitor Nunes.  O seu livro "Desconexo" já está nas livrarias desde Dezembro de 2020, no entanto o lançamento do seu livro só vai acontecer no dia de amanhã. A poesia do Vitor já é conhecida neste blog, pois já em alguns momentos apresentei alguns dos seus trabalhos. Deixo-vos a Sinopse do Obra: " Um poeta procura nos versos a cura para a ansiedade de se exprimir. Desiludido com as vivências da cidade, embarca num comboio de palavras e viaja a norte, onde se depara com algo arrebatador que o transcende e o torna ávido de desejo e de sensações...   No próximo sábado, vou ter o prazer de estar a apresentar este livro e a fazer uma breve entrevista a este autor, numa casa que tantos nos diz e para a qual nós já tanto trabalhamos em prol da cultura, na Sociedade G.B. 22 d...

Pensamento da Semana- "Natal, e não Dezembro"

Bom dia! Porque o Natal já chegou aqui a casa, hoje deixo-vos a foto do nosso presépio de 2020 e um poema em vez de um pensamento.  Apesar de ainda estamos em Novembro e o poema falar de Dezembro, o importante é a mensagem. Que este Dezembro apesar de tudo consiga trazer o Natal nos corações de todos e principalmente daqueles que mais precisarem...   "Natal, e não Dezembro Entremos, apressados, friorentos, numa gruta, no bojo de um navio, num presépio, num prédio, num presídio, no prédio que amanhã for demolido… Entremos, inseguros, mas entremos. Entremos, e depressa, em qualquer sítio, porque esta noite chama-se Dezembro, porque sofremos, porque temos frio. Entremos, dois a dois: somos duzentos, duzentos mil, doze milhões de nada. Procuremos o rastro de uma casa, a cave, a gruta, o sulco de uma nave… Entremos, despojados, mas entremos. Das mãos dadas talvez o fogo nasça, talvez seja Natal e não Dezembro, talvez universal a consoada." David Mourão-Ferreira, em ‘Cancioneiro de...

Pensamento da Semana - Nuvens

"Uma nuvem não sabe porque se move em tal direcção. Sente um impulso... É para este lugar que devo ir agora. Mas o céu sabe os motivos e desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes." Richard Bach As lentas nuvens fazem sono "As lentas nuvens fazem sono, O céu azul faz bom dormir. Bóio, num íntimo abandono, À tona de me não sentir. E é suave, como um correr de água, O sentir que não sou alguém, Não sou capaz de peso ou mágoa. Minha alma é aquilo que não tem. Que bom, à margem do ribeiro Saber que é ele que vai indo... E só em sono eu vou primeiro. E só em sonho eu vou seguindo." Fernando Pessoa * Fotos de minha autoria - São Bento da Porta Aberta - Gerês 2020   Que tenham um feliz dia! Beijos e abraços! Sandra C.

Poema - Sophia de Mello Breyner

Se fosse viva, Sophia de Mello Breyner faria hoje 100 anos. Por isso, resolvi trazer um poema de sua autoria... Espero que gostem. Poema A minha vida é o mar o Abril a rua O meu interior é uma atenção voltada para fora O meu viver escuta A frase que de coisa em coisa silabada Grava no espaço e no tempo a sua escrita Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro Sabendo que o real o mostrará Não tenho explicações Olho e confronto E por método é nu meu pensamento A terra o sol o vento o mar São a minha biografia e são meu rosto Por isso não me peçam cartão de identidade Pois nenhum outro senão o mundo tenho Não me peçam opiniões nem entrevistas Não me perguntem datas nem moradas De tudo quanto vejo me acrescento E a hora da minha morte aflora lentamente Cada dia preparada Sophia de Mello Breyner Andresen

"O que for há de ser"

Bom dia! Bom domingo a todos... Penso que não é estranho dizer que sou fã da Dulce Pontes, acho que desde sempre, desde quando ela apareceu no programa do Júlio Isidro... estranho por vezes a sua ausência, de em Portugal quase não se ouvir falar desta linda voz... Um dos meus concertos mais emotivos foi a da Dulce no CCB, foi qualquer coisa de fantástico. Hoje trago-vos uma canção e principalmente um poema feito pela Dulce , que considero muito bonito... De vez em quando procuro poemas bonitos,que até não sejam assim tão conhecidos, para os passar num futuro próximo para o palco! Então aqui vos deixo este poema: O que for há-de ser "Ai seja o que for que o amor me traga, sei que é Primavera neste Inverno; Ver que o olhar é de pequenas rugas e de flores, tão terno... Sonhar seu beijo na fronte, a luz no horizonte, como o primeiro raio de sol. Sentir por dentro da calma a paz e a alma dos que não estão sós. Linda ciranda ciranda linda, gira que gira e ...

O Teatro ainda mora em mim....

Bom dia a todos! Devem andar a estranhar a minha tão longa ausência. Este cantinho não está esquecido, acontece é que outras coisas na nossa vida são também importantes e requerem a nossa atenção, como o caso dos nossos filhos. Para além disso, este post de hoje também traz a outra razão da minha ausência, o teatro. Voltei aos palcos a 18 de Maio o que muito me deixou feliz... Aqui vos deixo um dos poemas dito nesse espectáculo e que é de minha autoria. O teatro ainda mora em mim, Sempre que encarno alguém. Cada traço, cada sombra, uma metáfora advém. Em frente ao espelho me olho, E vejo a transformar-me. Aquele bichinho que um dia me mordeu Vai voltar a atacar. O ocre cheiro do palco, Entranha-se como tatuagem. Marcando para sempre, Criando uma miragem. Por muitos anos que passem, O espelho no camarim Aguarda a minha chegada, Pois o teatro ainda mora em mim. Beijos e abraços. Sandra 

Ora agora falas tu! Vamos falar de Liberdade? Parte II

Para este segundo vídeo e consequente poesia, temos a nossa Natália Correia, com o seu famigerado poema "Truca-Truca", que já foi levado à assembleia da republica mais que uma vez. Aqui pela voz de Marina Oliveira Truca-Truca "Já que o coito - diz Morgado - tem como fim cristalino, preciso e imaculado fazer menina ou menino; e cada vez que o varão sexual petisco manduca, temos na procriação prova de que houve truca-truca. Sendo pai só de um rebento, lógica é a conclusão de que o viril instrumento só usou - parca ração! - uma vez. E se a função faz o órgão - diz o ditado - consumada essa excepção, ficou capado o Morgado." (Natália Correia - 3 de Abril de 1982 ) Desejo desde já que tenham um feliz dia da Liberdade! Beijos e abraços Sandra C.

Ora agora Falas tu! Vamos falar de Liberdade? Parte I

Olá a todos! Nos últimos tempos tenho falado bastante de poesia por aqui. Neste dia tão especial trago-vos um texto e um  poema pela boca de duas amigas. Este texto é dito por Sónia Castro e escrito por Vergílio Ferreira. Vamos falar de Liberdade? "Tu és livre e deves portanto libertar-te. A liberdade começa em saberes o que te oprime. Não bem em haver opressão, mas em reconhecê-la como tal. Porque pode haver opressão e tu julgá-la uma fatalidade; porque pode haver opressão e convencerem-te de que é necessária para a liberdade que te prometem. Só a liberdade absoluta é um perpétuo horizonte, para lá de todos os horizontes, que é o horizonte do impossível. Mas é nos limites humanos que tu hás-de querer ser livre e esses são os limites do homem, ou seja, do possível. Por isso não aceites que te inventem a liberdade mas apenas que te ajudem na tua libertação. Não admitas que ninguém seja livre por ti, mas assume tu próprio essa difícil dignidade. Reduz ao máximo o baldi...

A Defesa do Poeta - Natália Correia

                Foto de http://visao.sapo.pt Este poema foi escrito em forma de defesa, um grito contra a repressão feita ao povo, aos poetas e artistas em Portugal. Escrevia Natália: "Compus este poema para me defender no Tribunal Plenário de tenebrosa memória. O que não fiz a pedido do meu advogado que sensatamente me advertiu de que essa insólita leitura no decorrer do julgamento comprometeria a defesa, agravando a sentença.” A Defesa do Poeta "Senhores jurados sou um poeta um multipétalo uivo um defeito e ando com uma camisa de vento ao contrário do esqueleto. Sou um vestíbulo do impossível um lápis de armazenado espanto e por fim com a paciência dos versos espero viver dentro de mim. Sou em código o azul de todos ( curtido couro de cicatrizes) uma avaria cantante na maquineta dos felizes. Senhores banqueiros sois a cidade o vosso enfarte serei não há cidade sem o parque do sono que vos roubei. Senhores p...

José Fanha poetisa Abril!

                                                    Foto in Brinco no Blog Olá a todos! Este mês de Abril tenciono trazer vários poemas dedicados a Abril. Espero que gostem... Beijos e abraços! Sandra C. Abril Havia uma lua de prata e sangue em cada mão. Era Abril. Havia um vento que empurrava o nosso olhar e um momento de água clara a escorrer pelo rosto das mães cansadas. Era Abril que descia aos tropeções pelas ladeiras da cidade. Abril tingindo de perfume os hospitais e colando um verso branco em cada farda. Era Abril o mês imprescindível que trazia um sonho de bagos de romã e o ar a saber a framboesas. Abril um mês de flores concretas colocadas na espoleta do desejo flores pesadas de seiva e cânticos azuis um mês de flores um mês. Havia barcos a voltar de parte nenhuma em Abril e homens que escavavam a terra ...

Aos pais....

Dizem que hoje se comemora o dia do pai. Como habitual e como digo sempre estes dias são sempre todos e não apenas um. Não é apenas num dia que nos devemos lembrar que temos que ligar a perguntar como está, como correu o dia, mas sempre.. A foto que vos deixo e de minha autoria e já foi publicada antes, mas como gosto muito dela, partilho-a de novo. De qualquer maneira para assinalar este dia, deixo-vos um poema que encontrei hoje de manhã e que achei piada.... Ter um pai ( Florbela Espanca) Ter um Pai! É ter na vida Uma luz por entre escolhos; É ter dois olhos no mundo Que vêem plos nossos olhos! Ter um Pai! Um coração Que apenas amor encerra, É ver Deus, no mundo vil, É ter os céus cá na terra! Ter um Pai! Nunca se perde Aquela santa afeição, Sempre a mesma, quer o filho Seja um santo ou um ladrão; Talvez maior, sendo infame O filho que é desprezado Pelo mundo; pois um Pai Perdoa ao mais desgraçado! Ter um Pai! Um santo orgulho Prò coração que lhe qu...

"Amo-te mais agora"

Dizem que hoje se comemora o dia dos namorados... nós por cá não ligamos muito ao dia ... É um dia que devia ser de amor, não de consumismo. De qualquer forma manifesto este dia com um poema que gosto da poetisa Maria de Lourdes Agapito - Amo-te mais agora. Desculpem a falta de qualidade do vídeo, foi feito na rua e com barulho de carros e aviões a passar. Beijos e abraços para todos Sandra C.