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Dia Internacional da Mulher 150 anos depois...

No dia de hoje, há 150 anos atrás, 129 mulheres morriam carbonizadas nos E.U.A., porque se manifestavam na fábrica de vestuário onde trabalhavam, pelas condições de trabalho precárias e porque queriam que o seu horário deixasse de ser de 16 horas e passa-se a “apenas” a 10 horas de trabalho, cobardemente a polícia e os patrões mandaram incendiar a fábrica, com as mulheres lá dentro...
150 Anos depois, comemora-se este dia por todo o mundo, assim como o dia dos namorados e outros dias que tais, com flores, para onde quer que se olhe, só se vê nas mãos das pessoas flores: rosas, margaridas, tulipas etc.
O que é pena é que estes gestos, sejam feitos uma vez por ano (em muitos casos), o resto do calendário não conta, as flores não existem...
Por cada flor que se oferece nestes dias, deveríamos lembrar cada mulher que sofre, por maus-tratos, por abusos físicos, psicológicos, por cada mulher que passa fome nos países mais carenciados e em guerra, por cada mulher que perde a sua condição de mãe e esposa nestes mesmos países, ao ver morrer muitas vezes em lutas inglórias os seus filhos que não passam de crianças e os seus maridos.
As mulheres que pela tradição e bons costumes são “violadas” na sua privacidade. Mas também lembrarmos de nós, e de como de vez em quando somos egoístas, quando nos queixamos todos os dias de algo, ou porque estamos gordas, ou porque estamos magras, ou porque temos um trabalho que não nos agrada muito, ou...não interessa.
Neste dia da mulher ergamos as mãos para o céu, para agradecer a vida, o trabalho que temos, podermos ser (mais ou menos) quem quisermos sem “represálias”, o acesso a informação que nos torna mais “humanos”, a saúde, a família por mais barulhenta que seja, e redimirmo-nos, pois quantas mulheres não dariam tudo, para ter a flor desta vida, que nós todos os dias reclamamos?

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