Dentro do carro ouço a chuva a replicar copiosamente em cima do carro..No chão vejo pequenas poças que em breve se irão tornar maiores porque a chuva teima em cair.
Neste momento a sós, consigo ponderar sobre a semana que passou, sobre os acontecimentos que a marcaram e analiso se muitas vezes os esforços que fazemos, as "dores" que temos se tudo isso é válido.
O que levamos em troca?
Tentamos ser o mais corretos e coerentes na vida que levamos, trabalhamos muitas vezes até à exaustão e um dia... um dia algo acontece e tudo o que tínhamos como garantido esfuma-se. Ou porque já somos precisos, ou porque uma doença vem e aquilo a que chamamos de vida normal, passa a ser relativo.
Mas porque será que só quando somos parados nos apercebemos disto?
Acordamos a correr, tomamos o pequeno almoço a correr, trabalhamos em contra relógio, engolimos o almoço para voltar ao trabalho, enquanto os minutos se somem...
Saímos do trabalho, a pensar no que ainda temos para fazer... para quê?
Devia ser obrigatório um relógio que obrigasse o tempo a ter tempo.
Tempo, para respirar (a sério), tempo para beber um café ou um chá, sentido-lhe o verdadeiro sabor, tempo para provar aquele biscoito que te faz lembrar a infância, tempo... para efetivamente ter tempo.
Acho que estes dias de chuva me fazem mal.
E vocês costumam tirar um tempo para ter tempo?
Sandra C.
Infelizmente ou felizmente eu agora tenho e acredita deixo muitas vezes de fazer coisas para ter tempo para coisas que eu gosto, não me sinto escrava de trabalho de casa. Mas também já não tenho crianças a cargo e isso faz toda a diferença. Beijinho
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