
O T. era uma criança com uma força de vida extraordinária, enfrentou a doença sempre com uma garra e um sorriso maroto.
Todos os que conviveram com ele guardam na memória as suas traquiniçes, a maneira como vibrava sempre que via uma bola de futebol.
Um anjinho subiu ao céu para olhar por todos nós.
Em tua memória fica aqui este poema escrito por Dagmar Alves.
Resto de vida
Como retomar uma vida
Como não sentir dor
Cabeça raspada e olhos vagos
Sorriso aberto, dentes claros
O tempo passando
Vida sussurrando
Pingando
Esperando
Suplicando
Por mais um momento apenas
Que seja... de vida, de respirar
Para ouvir o canto de um pássaro ao longe
O desabrochar de uma flor quem sabe...
Salgar os pés nas águas da esperança
Que brinca com o coração desta criança
Na imagem de anjos e nuvens coloridas
Num céu de luar exuberante, em um corpo frágil, dançante...mas que insiste em resistir e abraçar o único fio que resta de vida...
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