Quando por esta altura do ano, vejo a primeira andorinha, e da terra vejo despontar belos lírios, é o sinal que a mãe natureza me dá, de que a Primavera está a chegar.
Há tantas coisas que por vezes nos passam ao lado, muitas vezes estão mesmo á frente dos nossos olhos, mas andamos tão metidos connosco e com a nossa rotina diária, que perdemos sem dúvida o maior espectáculo da vida.
Pequenos campos de flores brancas e amarelas, as papoilas a nascer (esta semana vi uma vermelha), as árvores que suavemente vão - se cobrindo de delicados seres coloridos e perfumados.
Quando eu era mais pequena e podia ir para a Serra (que agora está cortada ao meio pela CREL), observava tudo isto e muito mais, via pequenos riachos onde cresciam agriões selvagens que eu trazia para casa, apanhava umas flores roxas (que eu não sei o nome), os coelhinhos e umas “campainhas” de um roxo quase preto, para trazer á minha madrinha, nessa altura, ninguém tinha medo de andar por aqueles sítios, subíamos aos Dólmenes para olhar a vista ao nosso redor e eu imaginava “ como seria a vida nestas terras á milhares de anos atrás?”, olhava-se para o chão e em certos sítios para além das flores encontrávamos pequenas relíquias, um caracol que virava fóssil, um pequeno azulejo que teria pertencido sabe Deus bem a quê?
Á conta desses pequenos tesouros tenho uma colecção considerável de pedras de todos os feitios, da terra, do mar... enfim, maluqueiras de criança.
Este sol de primavera ainda tímida, faz mal á moleirinha, mas quando vejo um raio de sol a despontar nestes dias, é impossível não ter vontade de sair para o campo e esquecer que a poucos metros de todo aquele ar puro, a vida volta a tornar-se cinzenta, apressada e com um relógio a marcar incessantemente segundos para tudo.
Adoro quando descubro músicas que me tocam. Sejam elas mais sérias, ou mais "cool" como esta, estas duas vozes juntas é qualquer coisa! Letra e música de Bezegol Por gostar de ti Maria Não olhei ao sofrimento E não quis lembrar o dia Que falhaste ao juramento Por ti enfrentei o mundo Enrolado no teu dedo Condenado a amor profundo Encobrindo o teu segredo Eu lembro-me de ti Por quem me apaixonei Para onde foste eu não vi Nem sei quando deixei Queria-te ter aqui Mas sei que não consigo Fazer voltar atrás Fazer do tempo amigo Vou seguindo minha estrela Firme vou no meu caminho A bagagem vai pesada Mas eu carrego sozinho Foi dica a tua experiência Mas não quero olhar para trás Agarro-me às partes boas E sigo a iludir as más Eu lembro-me de ti Por quem me apaixonei Para onde foste eu não vi Nem sei quando deixei Queria-te ter aqui Mas sei que não consigo Fazer voltar atrás Fazer do tempo amigo Eu lembro-me de ti Por quem me apaixonei Pa...
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