
Naquela noite antes de subir ao palco, vi-me ao espelho e não me reconheci, cabelo preto encaracolado, quase sem sobrancelhas, lábios vermelhos e um pequeno crucifixo ao meu pescoço, dizia-me que estava na hora de entrar em “acção”.
Quando subi ao palco sentia um peso tremendo nos meus ombros, mas assim que

Só voltei à “terra”, já a música tinha acabado e ouvia-se os aplausos, sentia os músculos da cara e do pescoço ainda tensos, quando sai do palco alguém me agarrou e me disse “Sandra, parabéns!” e eu respondi “Tenho a sensação que a Edith Piaf deve andar ás voltas no túmulo dela”.
Uns meses mais tarde vesti de novo a pele da cantora, mas numa versão mais “cabaret” com a música “Milord”. Já não voltei a sentir o mesmo, mas a Edith Piaf “anda” sempre comigo.
Na semana passada fiquei a saber que fizeram um filme sobre a sua vida. Agora espero ansiosamente que esse filme chegue a Portugal rápido.
Sei de uma pessoa, que têm uma peça de teatro escrita sobre a sua vida e daqui faço um apelo para que um dia essa peça venha a palco.
Pois apesar de ser um espectáculo difícil de realizar, o público têm “direito” a conhecer mais profundamente a vida desta única e excepcional mulher.
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