sexta-feira, dezembro 29, 2006

Abecedário de 2006

Do ano que agora termina, tenho algumas recordações, umas boas, outras nem tanto assim; mas começando pela primeira letra:

A: Ano Novo. Não comecei o ano de 2006 da melhor maneira, mais uma vez comi passas com champanhe e caiu-me mal, o resultado foi estar pelo menos dois dias sem conseguir comer nada que não fosse “Água de arroz”, nesta passagem de ano quero vê-las bem longe de mim.

B: Blogs. Este ano foi o meu ano de descoberta neste tipo de comunicações virtuais. Não me contentando com um, fiz mais dois blogs e ainda participo num outro.

C: Carlos, mais um ano que passei junto de ti. Juntos partilhamos risos, amor, tristezas, momentos bons e maus, que muitos mais anos sejam assim, que consigamos sempre dar o nosso ombro, a nossa mão um ao outro independentemente do momento.

D: Desejos: Desejo que este ano que se aproxima seja um ano bom, que as surpresas que nos reserva sejam agradáveis e que todos os que me acompanham tenham muita saúde e força para enfrentar as adversidades da vida.

E: Escrever. A escrita é para mim algo de importante, para extravasar sentimentos, ideias. Este ano consegui escrever algumas coisas de cariz totalmente diferente, desde pequenos textos para o blog e também 2 peças de Teatro, o que me dá realmente muito prazer.

F: Falar. A falar é que nós nos entendemos. Nem sempre isso acontece, mas é bom falar e deixar falar os outros. A troca de ideias é fundamental para quem vive em sociedade.

G: Não me recordo de nada.

H: Não me recordo de nada.

I: Imagens. Deste ano guardo muitas imagens comigo de situações totalmente diferentes. Não esquecerei a neve que caiu este ano em Janeiro, o fogo de artifício no Parque das Nações, descobrir cantinhos escondidos neste nosso Portugal e as largas dezenas de pessoas que estavam no cemitério no dia 1 de Novembro.

J: Não me recordo de nada.

L: Livros. Este ano li alguns livros interessantes tais como: “Enquanto dorme Salazar”, “Varanda das Gardénias”.

M: M.M. É bom voltar a poder falar contigo.

N: Neco. O Neco fez parte das nossas vidas durante cerca de seis anos. Continuamos a ter muitas saudades dele e só com o tempo iremos conseguir superar a dor pela forma como nos deixou.

O: Ouvir os outros, gosto de ouvir as outras pessoas falar, com as suas opiniões tiro ilações para a minha vida.

P: Palco. Este ano esta palavra voltou a ter algum sentido na minha vida. Não sei se assim será durante muito mais tempo, mas o futuro o dirá.

Q: Não me recordo de nada.

R: Revolta. Revolto –me contra algumas coisas que assisto. Com as mentiras da classe politica, com injustiças que vejo serem cometidas.

S: Sentimentos.
Tento sempre ter bons sentimentos para com as pessoas com quem lido, mas às vezes, á pessoas que me tiram do sério e até me apetece agarrá-las pelos colarinhos e perguntar em que mundo é que vivem?

T: Trabalho.
Esta palavra foi a mais difícil de engolir este ano. Tanto eu como o Carlos conseguimos a “proeza” de ficar sem trabalho no mesmo ano e em alturas diferentes e voltar a trabalhar em tempo recorde. Olhando para as estatísticas do desemprego podemos nos considerar uns sortudos.

U: Ui. As dores de cabeça que me atormentaram bastante este ano. Eu costumo ter algumas dores de cabeça mas acho que este ano ultrapassou tudo quanto tinha limites, mas acho que descobri o remédio, vamos a ver por quanto tempo.

V: Virtuais. Amigos Virtuais, por causa dos blogs e do fórum onde participo, “ganhei” alguns amigos virtuais, a Géninha, a Sandra Silva entre outros.

X: Não me recordo de nada.

Y: Não me recordo de nada.

Z: ZZZ... Dormir, acho que vou acabar este ano com um saldo de horas dormidas negativo, onde quer que me encoste durmo, o ano que vem vou tentar dormir mais, não sei se vou conseguir...

Deixo - vos este pequeno texto que é de um SMS, mas adaptei-o para este fim.
Deste ano, guardem o que é bom de guardar e vivam o próximo.
Desejo que o 2007 vos traga muita alegria, felicidade, paz e bem-estar. Por isso já para prevenir e antes que 2006 acabe, antes que a memória se apague e vocês se esqueçam completamente de mim, antes que a Internet fique “entupida”, antes de ficar com os copos (o que para mim é difícil) e perder o juízo desejo-vos um 2007 sempre a abrir.
Bom ano a todos e que entrem com os dois pés bem assentes no chão.



Agora falo eu!

Quando na quarta – feira fui ao ensaio do Grupo de Teatro, fiquei muito contente quando vi que já tinha saído a entrevista que o jornalista António Faias do Jornal de Sintra nos tinha feito no dia 09 de Dezembro, aquando da estreia da nossa peça “ Memórias de hoje, Memórias de sempre”, curiosa passei os olhos na entrevista (confesso que não a li toda) e saltou-me á vista logo uma situação que não está de todo de acordo com as declarações que proferi, quando no jornal diz que “ Por isso, quando este ano pensámos em levar à cena uma peça de teatro, sugeri que se encenasse esta, sugestão que todos os componentes do grupo aceitaram (...)”. Atenção, eu não sugeri nada, o que realmente aconteceu foi que de várias propostas, esta também foi lançada para o ar, não tenho a certeza absoluta de quem a fez, eu não fui e a pessoa que andou a apregoar que o fez também não, apenas tenho uma ideia de ter ouvido o Arlindo a falar disto e realmente aconteceu o projecto ir para o ar e ainda bem que com muito sucesso.
Outra afirmação que não está de acordo com o que eu disse, ou pelo menos nos termos em que está escrito é
“(...) Sandra Cabaços, que neste espectáculo é actriz, maquilhadora, auxiliar em diversas actividades do grupo de teatro (...).
O que eu disse foi que para além de actriz, ajudava na parte de maquilhagem, assim como na parte de encenação (o que acontecia com todos os membros do grupo, uma vez que não temos encenador) e fazia também um pouco o trabalho de relações públicas.
Nunca foi minha intenção usar o trabalho de ninguém para vangloriar–me, não tenho o costume de fazer aos outros aquilo que não gosto que me façam a mim.
Mais ainda refiro que quando se diz
“ (...) porque muitas crianças filhas de presidiárias daquele estabelecimento prisional participaram numa cegada que representámos aqui (...)” o que realmente foi dito foi que estas crianças (Casa da criança de Tires) assistiram a uma peça de Teatro infantil pelo grupo de teatro Cegada.
Por último apenas uma chamada de atenção quando a certa altura se diz
“ (...) António Guerreiro, que revela ainda que os cenários do palco e os que ornamentam a sala foram executados pelos membros do grupo de teatro e alguns elementos da direcção, e as verbas adquiridas para a gestão da colectividade provêm das receitas do bar e de alguns bailes que se realizam na sede aos domingos à tarde.”
Aqui e se eu me enganar haja alguém que me corrija, Sr. António Guerreiro, com o devido respeito que lhe tenho, quando fala em alguns elementos da direcção, com certeza que se refere apenas ao Rogério de Oliveira, pois caso a memória não me falhe, não me lembro de ver mais nenhum director a ajudar - nos a fazer cenários, em relação á Mostra de Teatro conta-se pelos dedos as vezes que algum director esteve presente.
Quanto ás verbas é bom que se refira também, que durante toda a mostra de teatro e apesar das entradas serem gratuitas também existiu entrada de verbas para a colectividade.
Acreditem, que agora consigo sentir um pouco na pele, aquilo que acontece algumas vezes com figuras públicas, ou seja a deturpação das nossas palavras (ou pelo menos no sentido que dão a algumas delas).
Uma coisa é certa e sabida, aprendi uma lição, não voltarei a dar qualquer entrevista sem que o Grupo esteja todo presente, porque é bom ter a quem passar a batata quente e depois criticar, não que eu não aceite criticas mas gostava que antes de as fazerem, me perguntassem se realmente essas foram essas as minhas reais opiniões.

Por entre tachos e panelas

Ainda não refeitos dos “exageros” do Natal, eis que aparece mais uma festa, onde mais uma vez deliciosos pitéus “riem” para nós como que a dizermo-nos “Anda, come lá mais um bocadinho, hoje comes e em Janeiro, vais para o ginásio, correr Km e mais Km para perder os triglicéridos acumulados na barriguinha...”.
Façam como muita boa gente que eu conheço faz, bebam chá verde.
Olhando a quem é bom garfo, deixo aqui umas receitas para esta passagem de Ano.
Espero que gostem!

Camarões enrolados em bacon ou presunto


Ingredientes:
- 1 Kg de Camarões médios a grandes com casca
- 1 Cebola
- 1 Alho esmagado
- Sal q.b.
- Azeite q.b.
- 1 Folha de Louro
- 1 Caldo de Marisco
- Pimenta ou piripiri (opcional)
- Fatias de bacon ou presunto

Preparação:
Cozem-se os camarões com a casca da cebola bem lavada, rodelas de cebola, o alho, um pouco de sal (cuidado porque ainda vai colocar o caldo de marisco), azeite, louro, o caldo de marisco e a pimenta no caso de gostar, durante cerca de 10 minutos.
Retire os camarões da água, deixe arrefecer, depois descasque-os e enrole cada um numa fatia de bacon ou de presunto e leve ao forno assar (ou melhor a dourar a fatia da carne por cima)
Sirva quente.
Com a água que sobrou faça uma sopa de marisco, retire as cascas da cebola e o louro, triture as rodelas da cebola e o alho, acrescente um pouco de salada de marisco, um pouco de natas, deixe levantar fervura, por fim pique um pouco de coentros para intensificar o sabor.
Bom apetite.


Gelatina diferente
(Esta receita descobria-a por acaso num casamento, eu que não ligo nada a gelatina, provei e gostei muito)

Ingredientes:
- 1 a 2 pacotes de gelatina de laranja (ou se preferirem algo de mais exótico, ananás, morango, tutti- fruti, etc)
- 4 Laranjas (podem fazer com mais consoante para quantas pessoas vão fazer a gelatina)
- Açúcar q.b (Opcional)

Preparação:
Corte as laranjas ao meio e retire o sumo das mesmas sem estragar as metades das laranjas (se ficarem com peles, tenta limpá-las o máximo que puder), reserve as metades das laranjas. Faça a gelatina conforme as indicações do fabricante, mas a água fria substitua pelo sumo das laranjas, adicione o açúcar caso queira, depois encha as metades das laranjas com a gelatina e leve ao frio.
Quando a gelatina estiver sólida sirva assim ou corte as metades em gomos.
Bom apetite.


Bolo de Ananás Caramelizado:
(Esta receita foi retirada da Revista Mulher Moderna na cozinha – Nº 19)

Ingredientes:
Caramelo:
- 150 gr de açúcar
- 50 ml de água
- 3 gotas de sumo de limão

Massa:
- 4 Rodelas de Ananás
- 200 gr. de Manteiga
- 200 gr. de Açúcar
- 3 Ovos
- 200 gr. de Farinha
- Cerejas em calda q.b.

Preparação:
Leve ao lume o açúcar com a água e as gotas de limão e deixe ferver até obter ponto de caramelo. Distribua o caramelo pelas paredes e fundo da forma e deixe arrefecer (a forma é de Bolo Inglês).
Corte as rodelas do ananás ao meio e disponha-as sobre o caramelo que preparou. Distribua as cerejas por cima. Se utilizar ananás em calda, escorra-o bem antes de colocar na forma.
Bata muito bem a manteiga com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Em seguida e sem parar de mexer, junte os ovos um a um.
Adicione a farinha em chuva. Verta o preparado na forma e leve ao forno aquecido a 180º graus, durante cerca de 35 minutos.
Desenforme ainda morno e sirva regado com o caramelo da forma.
Bom apetite.

domingo, dezembro 24, 2006

As crianças fazem, o que vêem os outros fazer...

Eu sei que estamos numa época em que tudo é bonito, todos nós temos para dar muita compreensão, amor, paz e todos esses sentimentos bonitos que muitas vezes só nos lembramos de ter neste mês de Dezembro e que não deveria colocar este vídeo, pelo menos agora, mas vou colocá-lo nem que seja para obrigar cada um de nós a parar e pensar um pouco:
Será que estamos a dar a melhor educação aos nossos filhos, sobrinhos, netos, primos e amigos mais pequenos? Muitas vezes surpreendemo-nos com atitudes que as nossas crianças têm e perguntamo-nos, “onde é que ele aprendeu a fazer isto? Só pode ter sido na escola” e esquecemo-nos que muitas vezes eles nos vêem a tomar atitudes pouco “ortodoxas” e ficam confusos.
Porque se por um lado nós os repreendemos de fazer algumas coisas que “são muito feias”, a seguir vêem-nos fazer essas mesmas coisas “feias” e ás vezes bem piores com certeza pensam, “se o meu pai/mãe faz eu também posso fazer.”
E isto passa um pouco por todo o tipo de atitudes, vendo este vídeo poderão compreender melhor o que estou a dizer.
Obrigado a quem me enviou este e-mail.

Sugestões para o seu Natal

Estes próximos dias são sem dúvida propícios a ficar em casa.
No entanto ainda se consegue fazer algumas coisas fora de casa, caso tenha ainda paciência e tempo para tal (eu falo por mim, não ando com paciência para nada, nem sei como ando tão bem disposta).
No entanto e se não sabe cozinhar ou não gosta, não “atrapalhe” quem vai pôr as mãos na massa, logo saia com os miúdos para ir ver a árvore de Natal na Praça do Comércio (as luzes abrem ás 17.30)







Vá ao cinema ver um daqueles fantásticos filmes de animação tão bons para descomprimir e rir imenso...





Se vai ficar por casa, porque não fazer em família aqueles jogos que costumava fazer quando era criança e que se foi esquecendo com o passar dos anos:
- Jogar aos países
- Stop (Alguém diz baixo o abecedário, outra pessoa diz stop e tem que se dizer palavras começadas pela letra escolhida ou mais difícil coisas específicas (nomes, plantas, frutas, etc)
- Mímica (Alguém pensa em algo, como um nome de um filme, uma musica e tenta expressar por gestos.
- Jogar ao Monopólio (versão antiga).
- Batalha Naval.
- Jogo da moeda (substituído obviamente por feijões).
- Fazer uma sessão de Karaoke (com músicas de Natal ou não).
- Começarem a contar uma história á qual cada membro da família acrescenta uma frase (convém escrever o que se vai dizendo), no fim lê-se a história completa e vão ver que têm uma história bem diferente.
- Jogo da confiança (Faz-se uma roda e alguém vai para o centro dela, fecha os olhos, deixa-se cair e as pessoas que estão na roda vão empurrando a pessoa, para esta passar por todos)

Podem ainda fazer mil e uma coisa que se lembrarem, o importante é a imaginação... e um Feliz Natal para todos.


terça-feira, dezembro 19, 2006

Por Entre Tachos e Panelas

Olá a todos! Esta semana resolvi antecipar-me e deixar publicar o “Por entre tachos e panelas” mais cedo, pois se alguém resolver fazer alguma das receitas (espero que sim!!!!) têm mais tempo para ler com calma...
As receitas desta semana apontam mais uma vez nas tradições Natalícias, as filhoses de abóbora, uma tradição da terra da minha mãe em Tomar e as filhoses estendidas ou coscorões (conforme lhe queiram chamar).
As 1ªs sempre que as faço, recordo-me da história que a minha mãe conta de duas irmãs que viviam ao lado da casa em que cresceu e que sempre que faziam as filhoses de abóbora partiam um alguidar de barro, tal era a força que faziam a batê-las!!!!
Recordo também o prazer que o meu avô tinha em comê-las quentinhas e acabadas de fazer.
As 2ªs são sem dúvida as minhas preferidas, na minha casa não se faz Natal nem Ano Novo sem elas, ou então faço uma birra daquelas que já não tenho idade para fazer (ai os triglicéridos...)

Filhoses de Abóbora

Ingredientes:
- 2 Kg de Abóbora menina
- 1 Ovo inteiro + 5 gemas
- Farinha sem fermento q.b.
- Fermento de padeiro (do tamanho de 1 noz grande)
- Sumo e raspa de 2 laranjas
- Vinho do Porto q.b.
- Aguardente branca q.b.
- 1 Pitada de sal
- 1 Colher de chá de açúcar

Preparação:
Descasca-se a abóbora e corta-se em cubos, leva-se a cozer temperada com um pouco de sal. Depois de cozida (espete um garfo), escorre-se muito bem e passa-se pelo passe - vite. De seguida com um pano branco (largo o suficiente para deitar lá a abóbora), coloque-o aberto em cima de um tacho preso com molas (parece esquisito, mas é mesmo assim) deite a abóbora e agarre nas pontas do pano, faça uma trouxa e vá espremendo o pano para a água sair. Depois de bem escorrida deita-se a abóbora num alguidar fundo e começa-se por adicionar o ovo e as gemas, depois o sumo e a raspa das laranjas, desfaz-se o fermento num pouco de leite morno (muito importante, morno não quente), deita-se um pouco de vinho do Porto e um pouco de Aguardente, o sal e o açúcar e começa-se a mexer com as mãos. Vai - se adicionando a farinha, peça a alguém que lhe segure o alguidar!! Agora é a parte mais divertida em que têm que por a mão na massa mesmo, comece a amassar como se fosse pão, ou imagine o seu gato como é que ele faz com a pata para tapar alguma coisa... faça igual!
Quando a massa começara a formar bolhas, bata mais um pouco, ter em atenção que massa não pode ficar muito mole (caso esteja adicione mais farinha), caso a ache muito rija, prove-a para ver se sabe ás bebidas, se não ponha mais um pouco de uma delas.
Aqueça um tacho com água (mas não ferva), coloque o alguidar em cima tapado com um pano e abafe com um cobertor.
Deixe levedar durante pelo menos 1H30m, depois aqueça o óleo e frite a massa em colheradas (mas não como pasteis de bacalhau...isso é outra história...) deixe alourar bem, escorrer, depois passe por açúcar e canela.
Bom apetite.


Filhoses estendidas

Ingredientes:
- Massa de pão q.b. (é capaz de só conseguir arranjar meio - quilo, utilize uma parte para as filhoses e com o resto divirta-se a fazer pãezinhos com chouriço)
- Farinha de trigo sem fermento q.b.
- 1 Ovo + 3 gemas (tenha á mão + um ovo se precisar)
- Fermento de padeiro (do tamanho de 1 noz grande)
- Sumo e raspa de 1 laranja
- Vinho do Porto q.b.
- Aguardente branca q.b.
- 1 Colher de sobremesa de azeite
- 1 Pitada de sal

Preparação:
Coloque a massa de pão num alguidar fundo, junte o ovo e as gemas, o fermento de padeiro desfeito em leite morno, o sumo e a raspa da laranja, as bebidas, o azeite e o sal, vá amassando enquanto deita os ingredientes, depois comece a deitar a farinha, quando a massa começar a ganhar alguma consistência, coloque a massa em cima da pedra da cozinha previamente enfarinhada e comece a sová-la, atenção vai fazer barulho, mas é mesmo assim, vá adicionando farinha até que a massa se despegue das mãos e da pedra de cozinha.
Forme uma bola e faça-lhe uma cruz (tal como se faz com o pão) deixe descansar cerca de uma hora.
Enfarinhe mais uma vez a pedra da cozinha, “arme-se” de um rolo de cozinha e de um corta – massas (no caso de não ter, uma faca serve também). Retire pedaços de massa e estenda-a (de preferência fina para ficarem estaladiças), corte a massa em rectângulos e no meio deles dê mais um ou dois cortes mais pequenos.
Aqueça o óleo e vá fritando a massa até ficarem bem lourinhas.
Deixe escorrer bem e passe-as por açúcar com canela.
No caso de a massa ser difícil de estender, agarre em partes mais pequenas da massa, estique-as com a mão, faça-lhe um buraquinho ao centro e frite-as.
Bom apetite.

sábado, dezembro 16, 2006

Sugestões para o fim-de-semana

Este fim-de-semana, não vou ter muitas sugestões para vos dar, porque não tive muito tempo para pesquisar, mas no entanto posso-vos sempre sugerir que façam uma coisa que se eu pudesse e tivesse tempo ia fazer.
Independentemente de se ser religioso, espreitar os muitos presépios que estão expostos por essas freguesias em todo o Portugal e nas Igrejas, é sem dúvida uma sugestão interessante para fazer no fim-de-semana antes dos festejos de Natal.

Na minha hora de almoço descobri duas coisas interessantes:

Uma Associaçã0 chamada “Rota Jovem” que é uma Associação para gente jovem, sem fins lucrativos e que este fim-de-semana se encontra em frente ao mercado de Cascais com uma “Feira” diferente, desde peças de roupa em 2ª mão, bijutarias, peças de artesanato feitas com materiais recicláveis e até massagens, encontramos neste espaço, estes jovens fazem workshops, viagens, voluntariado e estão sempre á espera que alguém apareça com um projecto inovador...
www.rotajovem.com

http://rotajovem.blogspot.com


Dentro do Cascais Villa está a Fundação S. Francisco de Assis, com uma iniciativa de adopção de animais.
Esta fundação tem a sua sede na localidade do Zambujeiro (Alcabideche) e recolhe, trata e encaminha para famílias de adopção cães e gatos que são abandonados no concelho de Cascais e que posteriormente são recolhidos pelo Veterinário Municipal de Cascais.
www.fras.com.pt

De qualquer maneira estes dias são propícios a jantares e almoços de convívio, tratar das últimas prendas (ou não fossemos nós Portugueses...) e trabalhar como é o meu caso e o caso de muitas pessoas que trabalham no comércio.
Para todos desejo um bom fim-de-semana e que mantenham a calma, pois uma coisa que noto nestes últimos tempos é que quem conduz anda com a cabeça em todo o lugar menos naquilo está a fazer, perdendo a noção que muitas vezes coloca em risco a sua vida e a dos outros também...


Por entre tachos e panelas

Olá! Não sei se alguma vez comentei aqui o quanto aprecio ler livros antigos de cozinha. Descobre-se coisas nestes livros do arco da velha, quando os leio fico com a impressão de que hoje a cozinha é para nós uma simples tarefa que temos que fazer todos os dias para não passar fome, mas esta tarefa há uns anos atrás era algo de fundamental para a vida das mulheres, para além da lida da casa, cozinhar era uma forma de expressar amor á família.
O bacalhau é um dos pratos mais apreciados pela altura de Natal, então trago-vos uma receita do livro “Coisas Boas”, espero que gostem:

“Bacalhau com Broa
Corta-se ao comprido bacalhau do mais alto de forma a ficar o lombo inteiro, põe-se de molho durante 48 horas, mudando a água 2 vezes por dia.
Depois disto prova-se para ver se precisa de ser esfregado com sal fino e esfrega-se de um lado e de outro com colorau, pimenta, noz -moscada, alho, salsa e um cálice de conhaque.
Coloca-se num prato de ir ao forno, escalda-se com um pouco de leite a ferver de forma a ficar todo bem regado. Deixa-se esperar um pouco para o bacalhau se embeber bem de leite.
Esfarela-se miolo de broa e cobre-se o bacalhau com ela, achatando-se com as mãos. O bacalhau fica com uma espécie de casca grossa de miolo de broa (claro que se tirou a pele do bacalhau antes de o temperar). Esta camadinha de miolo de broa fica com uns 3 milímetros de altura. Rega-se copiosamente com azeite. Rodeia-se o lombo de bacalhau com batatas cruas cortadas aos quartos e bem regadas com azeite e temperadas com um pouco de sal. Assa-se isto no forno regando sempre tudo com o próprio azeite. Leva 2 horas a assar.(!!!)

Baronesa de Palma”


“Toucinho do Céu

Ingredientes:
350 gr. de Açúcar
250 gr. de Amêndoas peladas e passadas na máquina
12 Gemas
30 gr. de Manteiga
10 gr. de Canela
2 colheres de chá de Farinha

Preparação:
Depois das amêndoas passadas na máquina, misturam-se na calda de açúcar que antes se fez em ponto de pasta. Deixa-se levantar ligeiramente a fervura, rira-se do lume. Arrefece e juntam-se os ovos batidos e a canela em pó. Mexe-se tudo muito bem e junta-se a farinha e manteiga e leva-se ao lume a engrossar. Depois deita-se numa forma muitíssimo bem untada e até forrada de papel e vai ao forno a cozer.

Judith Fontes”

(Resolvi colocar esta receita, porque também é utilizada no Natal e porque sempre que oiço falar em toucinho do céu lembro-me do meu irmão, quando era mais pequeno, dizia que para sobremesa queria comer este doce, provavelmente já seria a veia de pasteleiro a falar...)

Encerramento da I Mostra de Teatro G.B. 22 Maio 1925

A semana passada recebemos no G.B. dia 08 de Dezembro, o Grupo Chão d´Oliva, com a peça “Sopa de Pedra”, uma comédia baseada em várias histórias e lendas e representada por apenas dois actores e que deram vida a um palco quase “despido” de cenários. Apesar de pouca afluência, foi um serão agradável.
Obrigado ao Grupo pela simplicidade e simpatia.



No dia 09 de Dezembro e no encerramento da I Mostra de Teatro G.B. 22 Maio 1925, o nosso Grupo levou a palco o espectáculo “Memórias de hoje, Memórias de sempre”.
Posso-vos dizer que a estreia de uma peça para mim, representa um dia de nervos, falta de apetite, dor de barriga, nó na garganta e pela 1ª vez desde que faço Teatro, não senti nada disso, até estava calma de mais. Explicações, não as consigo dar, talvez como alguém disse, o espectáculo tinha muito para correr mal, mas graças a Deus, correu tudo muito bem, no fim perdi a conta a quantas pessoas abracei e beijei e que me/nos deram os parabéns.
O nosso muito obrigado, a quem esteve atrás do palco, a quem esteve sentado de frente para nós e nos aplaudiu e também um agradecimento a quem ao longo destes meses fez de tudo para que não acreditássemos que éramos capazes de por este espectáculo de pé, assim descobrimos que juntos, a força de vontade, a perseverança e sobretudo a humildade dá - nos alento para fazermos do quase impossível, a realidade que foi a de sábado.
Por último é só para dizer que “NÓS SOMOS LINDOS!!!” e que “FOI MUITA FIXE, NÃO FOI???”






sexta-feira, dezembro 08, 2006

Sugestões para o fim-de-semana


Olá a todos! Tal como comentei aqui na semana passada, recebemos o Grupo de Teatro Contra-Senso, com a sua desconcertante peça “Romeu e Julieta”. Mais uma vez tivemos a casa cheia, tivemos um serão onde os sons mais ouvidos eram sem dúvida os das gargalhadas. Eu que conhecia a peça bastante bem, fui surpreendida com uma encenação bem diferente da altura em que participei nela, o resultado foi que das muitas fotos que tirei, algumas ficaram tremidas... Deixo aqui alguns exemplos e os parabéns mais uma vez ao grupo e ao M.M. pelo excelente trabalho.



I Mostra de Teatro G.B. 22 Maio 1925:
8 Dezembro
Hoje vamos ter na Mostra o Grupo de Teatro Chão d´Oliva com a peça “Sopa de Pedra”, não vos poderei passar muitas informações sobre a peça, porque não as tenho, mas sei que é uma comédia. Logo com certeza que vai ser mais um serão bem passado.
Ás 22 horas
9 Dezembro
No sábado no encerramento da Mostra vamos ter o Grupo residente do qual eu faço parte, com a peça “Memórias de hoje, Memórias de sempre”.
Este espectáculo musical retrata personagens que nós tão bem conhecemos dos antigos filmes portugueses tais como: Beatriz Costa, Antónia Silva, Ribeirinho, Maria da Graça entre outros. Esperamos surpreender o público com algumas surpresas e com a estreia de alguns actores que sendo a 1ª vez que pisam um palco, mostram uma desenvoltura pouco habitual para estreantes.
Os nervos são já alguns, mas sábado vamos ter uma estrelinha lá em cima a olhar por nós, chamado Armando Santos (encenador e um dos fundadores do Grupo Teatro G.B. 22 Maio de 1925)
Ás 22 horas

Livros:
Com o frio a espreitar, nada melhor do que ficar em casa embrulhado numa manta, com um pijama quentinho e ler um bom livro.
Ou então se têm crianças pequenas porque não abrir o baú das suas recordações e ler-lhes aquelas histórias antigas, aquelas que vos liam quando eram pequenos...

Presépio:
Já fez a sua árvore de Natal? E o presépio? Apesar do frio, aproveite que o São Pedro vai mandar parar a chuva este fim-de-semana e vá até á Serra mais próxima em busca do musgo perdido. Deixo aqui uma sugestão, espreitem a Lagoa Azul em Sintra, a caminho das praias da Ericeira, na Serra da Arrábida, enfim existe sempre um sítio onde ir respirar ar puro e maravilhar-se com os encantos da natureza.
Sabiam que o musgo só nasce e cresce em lugares onde os níveis de poluição são quase inexistentes? Talvez por isso, seja tão difícil de encontrá-lo...


Por hoje é tudo, votos de um bom fim-de-semana.


Por Entre Tachos e Panelas

Olá, esta semana trago-vos uma receita que este ano vou experimentar, para matar a curiosidade de saber como se faz um Bolo – Rainha.
Esta variedade de Bolo-Rei é uma novidade com poucos anos, fiquei muito contente quando apareceu no mercado, pois já quase não toco em doces e bolos, então com fruta cristalizada muito menos ainda.
Nesta altura do ano, sendo uma época em que se come mais doces, as pastelarias fazem centenas de kg de Bolos-Reis e Bolos – Rainhas, (o meu irmão na noite da véspera de Natal traz sempre de presente um calo no cotovelo de fazer tantos buracos nos bolos) para não falar do Bolo Inglês, o Bolo de Rum e outros...
Não querendo “roubar” nada á concorrência, deixo aqui então esta receita.
Deixo ainda uma receita diferente de como apresentar Bacalhau no forno.


Bolo Rainha
(Esta receita foi retirada da revista “Mulher Moderna)

Ingredientes:
- 15 gr. de Fermento
- 250 gr. de Farinha
- 50 gr. de Açúcar
- 50 gr. de Manteiga
- 2 Ovos
- 2 Colheres (sopa) de Aguardente Velha
- 120 gr. de Amêndoas inteiras
- 60 gr. de Passas
- 30 gr. de Pinhões
- 50 gr. de Sultanas
- 12 Nozes
- 2 Colheres (sopa) de Rum
- Leite, manteiga e farinha, q.b.

Decoração:
- 2 Gemas
- 20 gr. de Pinhões
- 30 gr. de Miolo de Noz
- 100 gr. de Amêndoas inteiras
- Açúcar em pó q.b.

Preparação:
Dissolva o fermento e duas colheres de farinha, em leite morno. Amasse a restante farinha com o açúcar, a manteiga, os ovos, a aguardente e a mistura do fermento. Deixe levedar durante três horas.
Misture bem os frutos picados e o rum e deixe repousar por cerca de 15 minutos. Misture-os na massa. Numa superfície polvilhada com farinha, molde a massa em forma de coroa. Coloque-a num tabuleiro untado com manteiga e deixe-a levedar, tapada com um pano, durante 40 minutos.
Bata as gemas e pincele a coroa. Polvilhe com os frutos secos (da decoração) e açúcar em pó, a gosto. Leve o bolo ao forno a 180º graus, durante 35 minutos.


Bacalhau com presunto
(Esta receita é baseada na receita de “Bacalhau com Chouriço”, da Mulher Moderna de Dezembro 2006)

Ingredientes:
Para 4 pessoas
- 4 Postas de Bacalhau demolhado
- 200 gr. de fatias de presunto
- 6 Dentes de Alho
- 1 dl de azeite
- Batatas pequenas q.b

Preparação:
Ligue o forno a 200º C. Envolva as postas de bacalhau nas fatias presunto. Se achar necessário ate-as com fio de cozinha ou simplesmente espete palitos para manter as fatias no sítio.
Esmague os alhos e coloque-os num tabuleiro. Depois coloque as postas do bacalhau e as batatas já descascadas. Regue com azeite e leve ao forno até achar que as batatas estão assadas, vá regando com o azeite.
Bom apetite

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Uma vida no meio da escuridão

Manhã cinzenta, chuva e pelo meio dela, uma pontinha descarada de sol.
Burburinho, vozes, caras ensonadas, um olhar pela janela e surpresa, descobre-se a magia de um arco-íris com direito ao azul, amarelo, vermelho e às outras cores também, é tão raro ver um e quando se digna a aparecer é sempre tão vago e discreto...
A natureza tem destas coisas, quem não se lembra de em criança nos dizerem que se encontrássemos o fim do arco-íris, dentro de uma árvore existia um pote com ouro?
Esse pote escondido na árvore, pode ser perfeitamente esta canção do Carlos Paião, é só saber sonhar:

Arco-Íris

Enquanto os homens falam de progresso,
E há gente pelos caminhos sem sorrir,
O mundo dos que sonham, tudo tem um preço.
E o tempo, o tempo quer fugir.


Arco-íris, arco-íris
Quantos homens são precisos para sonhar,
Arco-íris, arco-íris
Se quisermos o bom tempo vai chegar.

Enquanto criticamos duramente,
Esquecendo a culpa que há em todos nós.
Doenças, guerras, fome, são números somente.
E a vida, a vida não têm voz.

Arco-íris, arco-íris
Quantos homens são precisos para sonhar,
Arco-íris, arco-íris
Se quisermos o bom tempo vai chegar.

Sete Cores lado ao lado, como um sonho sem fim.
Natureza obrigado, obrigado por seres bonita assim.

Enquanto os homens falam eu não ouço,
Abraço o teu sorriso, o teu amor,
Amigos vão e vem, num lugar tão nosso,
Respiro e o tempo é bem melhor.

Arco-íris, arco-íris
Quantos homens são precisos para sonhar,
Arco-íris, arco-íris
Se quisermos o bom tempo vai chegar.


domingo, dezembro 03, 2006

A cor do Natal...

Olá a todos. A cor de Natal já chegou á minha casa este fim-de-semana.
Desta vez,
não é predominante o vermelho, este ano é um misto de azul, dourado, cobre e vermelho.



Bom fim-de-semana

sábado, dezembro 02, 2006

Há dias assim...

Hoje é um dia crítico para mim, é o primeiro sábado que estou a trabalhar até ás 19.00.
Para além de estar com sono, hoje tinha todos os motivos do mundo para não querer estar aqui (pelo menos sozinha).
Tal como esperava o dia hoje está a ser horrível, acho que nestes dias, nestas semanas antes do Natal, a falta de civismo, a intolerância e a falta de respeito para com as outras pessoas atinge o seu auge, cada pessoa olha só e apenas para o seu próprio umbigo, não tendo noção nenhuma de quando são inconvenientes, mal-educados e outras coisas mais.
A “fome” de compras e consumismo é tal que se perde o respeito, se é que ainda se têm algum por quem está a trás de um balcão...
Hoje, entre outras situações que me aconteceram, ouve uma que é o espelho do que refiro em cima:
“- Bom dia (digo eu)
- ... (o silêncio do “senhor”)
- Precisa de ajuda?
- ... (de novo silêncio) É para isso que a senhora cá está, não é?
- ... (nó na garganta, nem sabia o que responder)
- Eu queria ver uma mochila, bla, bla, bla... (vinte minutos depois de ter visto e revisto, puxado, aberto, etc) Acho que vou levar.
- ... Dá-me então licença que tire a etiqueta?
- Espere lá, ainda não me decidi se vou levar. Está assim com tanta pressa em vender?
- ...Não...( e a pensar para mim, não tenho pressa nenhuma, posso vender até ás 19.00)
- Qual é o preço mínimo que faz?
- É o que está marcado. Os preços são fixos. (já a ficar sem vontade de lhe vender o que quer que fosse)
- Pois depende de quem está a comprar e a vender. Mas tem a certeza.
- Sim, os preços são fixos...
- Ah está bem, pensando melhor a mochila não me agrada assim tanto, vou á S... ver outra coisa que me agrade mais.
- Com certeza. Muito obrigado e bom dia. (E a pensar cá para comigo, Vai...apanhar laranjas... e já agora UM FELIZ NATAL PARA SI TAMBÉM!!!)