Quinta-feira, Janeiro 12, 2012

Uma estrela subiu ao céu…



Mãe, faz hoje sete dias que nos deixastes, que deixamos de ouvir a tua voz, que deixei de saber que o telefone, tocava sempre à mesma hora. Não mais vou ouvir as tuas gargalhadas sempre que o Vicente dizia que a “Avó Ludes é malanda”, mas sempre guardarei comigo esses e outros momentos tão especiais…
O meu coração está em paz, pois sei que sempre fiz de tudo o que estava ao meu alcance para te ver feliz…
Não me despedi em vida, mas senti (talvez em pensamento e no meu coração) o teu último suspiro quando me cheguei a ti para te beijar.
Estranhamente, estou a ter uma reacção pela qual não esperava, que é a de não ter quase lágrimas para deitar, não consigo explicar esse facto. Não que esteja a conter-me, porque mais chorona que eu não existe (tu sabes), mas talvez porque apesar de ter sido um choque nas primeiras horas, sabia que este dia se aproximava a passos largos. Apercebi-me disso uns dias antes do Natal, por ocasião da morte de uma outra pessoa bastante querida, ai acho que chorei as penas que tinha para chorar… e o meu coração entendeu que mais do que nunca, esse Natal tinha que ser bom, de preferência o melhor da tua vida… Fiquei muito feliz por te ver feliz e quando se fizeram ao caminho, escondi-me dentro de mim, para me capacitar que esse seria o último Natal em que teria a tua companhia. Durante dias andei a assimilar e na passagem do ano, não pedi nenhum desejo, apenas limitei-me a passar o ano.
Não senti nenhuma impressão a entrar em casa, nem tão pouco em mexer nas tuas coisas, estou em paz…
Da mesma maneira que pela altura da gravidez, esse estado trouxe-me calma, este novo estado da minha vida, voltou-me a trazer de novo uma calma diferente, que não consigo explicar por palavras…
Este não é um até sempre, mas sim um até já.
Em pensamento já o fiz… mas peço-te que olhes por todos e nos protejas onde quer que estejas.
Todos os beijos do mundo para ti…

Sandra C.

Quinta-feira, Setembro 15, 2011

Sugestões para o fim-de-semana

Olá, já lá vai uns tempos que não colocava aqui, nada sobre as sugestões para o fim-de-semana.
Na altura que o fazia, pesquisava nos jornais gratuitos, agendas culturais, etc... neste momento como devem imaginar o tempo não é muito, mas deixo-vos algumas sugestões.

Lisboa:
- Uma visita à renovada Estufa Fria, estive lá ontem pela hora de almoço e aquilo é um verdadeiro deleite para a vista. Tudo muito bem arranjado, ainda se vê por lá trabalhadores a arranjar os jardins e ainda existem locais aos quais não temos acesso. Mas vale muito a pena a visita, mais a mais porque é gratuito até ao final de Setembro.

- Belém e os seus jardins, outro local de eleição, para levar os miúdos, levar o lanche e uma manta e aproveitar os últimos dias de verão.

- Feira Setecentista no Palácio de Queluz entre sexta e domingo, lá vão poder encontrar as antigas profissões que já quase não se vêem como o : Barbeiro, Alfaiate e o Ferreiro, entre outras
Vão poder ver entre outras coisas (e também participar) em jogos tradicionais e setecentistas

De um modo geral, aproveite para sair, aproveitar todos os raios de sol, todos os cantinhos escondidos que a sua cidade, vila possa esconder, muitas vezes temos mesmo à nossa frente coisas tão bonitas que desconhecemos...
E apesar de ainda ser quinta-feira, um bom-fim-de-semana!!!

Sandra C.

Domingo, Setembro 11, 2011

10 anos depois... um pesadelo sem fim à vista!

Image in http://www.techenet.com/


11 de Setembro... o dia em que o mundo parou e mudou. Por mais que se viva para a nossa vida, é impossivel que alguém não tenha parado um momento que seja e tenha sido tocado pelo horror daquelas imagens.

Ainda hoje, ao olhar para os aviões a chocar contra as torres eu pergunto-me se aquilo é real, ou se não estarei a ver um daqueles filmes de terror, em que existem máquinas capaz de manipular imagens e tudo não passou de um sonho. Infelizmente, a realidade é nua e crua, os jornais são invadidos dez anos depois com as mesmas imagens, outras declarações, umas já ouvidas antes, outras ouvem-se pela prmeira vez agora.

Os heróis de sempre, os heróis do nada, quantos foram aqueles que ficaram por entre o pó, por entre os destroços da humilhação da América. Quantos foram os incógnitos, de quem nunca falou, que nunca chegaram a aparecer, quantas seram as familias dilaceradas em nome de um Deus que tenho sérias dúvidas que tivesse querido uma mortandade destas...

Só a perversidade dos homens podem levar a cometer tais loucuras.

É triste, é feio, é horripilante, é um sem palavras para conseguir descrever o indescritível.

Quinta-feira, Agosto 04, 2011

O significado da "amizade"...

Hoje ao pesquisar neste blog pela palavra amizade encontrei alguns post's em que o tema é esse. No entanto nos últimos tempos questiono-me ou melhor questionamo-nos (eu e o Carlos) muito sobre o significado dessa palavra.
Eu que sempre fui muito mais expansiva, que mais facilmente consigo travar amizades, até eu já consigo colocar essa capacidade em causa e pensar sobre o que estará errado.
Existem coisas que não consigo perdoar e esquecer e uma dessas coisas é a as pessoas fingirem... fingirem que não sabem, fingirem que não vêem, simplesmente fingirem.
Não devem estar a entender nada do que estou a escrever, mas é mesmo assim.
Faz-me confusão que sempre que nos convidam para alguma coisa, nós dentro das nossas possibilidades façamos das "tripas coração" para estarmos lá, presentes. Sei que desde que casámos e principalmente que desde que o Vicente nasceu, talvez não estejamos tão disponíveis, mas dentro do que é possivel fazemos por continuar a manter os laços.
O que eu não consigo compreender é porque é que quando chega a altura das pessoas retribuírem, as pessoas nunca estão disponíveis... pior que isso ignoram-nos pura e simplesmente. E isso não aconteceu, não uma, não duas, mas várias vezes...
Provavelmente, somos tão intragáveis que nem um telefonema merecemos?
Não sei, não consigo arranjar uma explicação lógica e plausível.
Mas tudo bem... a questão é que a partir de agora, também provavelmente vamos deixar de estar tão disponíveis como até agora estivemos... Como se costuma dizer, temos pena!
E para terminar, um pensamento que não é meu, mas que reflecte o que aqui falo...

"‎Quem não te procura, não sente a tua falta. Quem não sente a tua falta, não te ama. O destino determina quem entra na tua vida, mas tu decides quem fica nela. A verdade dói só uma vez. A mentira cada vez que te lembras. Então, valoriza quem te valoriza e não trates como prioridade quem te trata como opção. "

Jokas para todos
Sandra C.

Segunda-feira, Julho 25, 2011

Com cheiros a férias...

Hoje de manhã ao acordar para mais um dia de trabalho, ainda semi-inerte num
sono VS cansaço de um fim-de-semana como sempre agitado, pelo meio das N coisas para
fazer, dei por mim a olhar para a rua a observar a manhã já nascida há algumas horas e a
pensar naquelas manhãs em que viajava para quase um mês de férias em Tomar.
Saímos sempre bem cedo de casa, pois nessa altura o verão era implacável e lá pelas 10/11h00
da manhã já o sol fazia-se sentir na nossa pele e no ar quase irrespirável do carro (sim, naquela
altura não havia ar condicionado), então ao chegar perto do aeroporto era o momento Shinne
do dia, o nascer do sol. Era verdadeiramente emocionante, começar a ver uns tímidos raios de
sol, até que o astro rei despontava em grande força.
A viagem normalmente era feita via Porto Alto, parávamos sempre por lá para comer, ou
então em Muge, comíamos sempre uma sandes de queijo enorme e um copo de leite frio e
seguíamos viagem. Passar por aquelas terras todas, olhar o Tejo na sua pequenez VS imensidão
era lindo.
Nessa viagem começava-se a projectar as aventuras desse verão de um modo geral quase
sempre igual ás aventuras do ano anterior, mas eram aventuras na mesma.
Ao chegar ao Carvalhal, um conjunto de cheiros invadia o meu nariz, o cheiro a campo, a
erva seca, a figos quase a cair de tão maduras, de amoras nas silvas a pedirem para serem
apanhadas, entre outras coisas.
As aventuras passavam sempre por andar uns bons 5 ou 6 Kms (será que não seria mais?) a
pé, por entre caminhos de pó e vinhas (lógico que este percurso não se fazia sem provar as
ditas uvas), até chegar à íngreme descida até que se chegava à calmaria das águas de um dos
braços do Castelo de Bode, o Rio da Chousa, como lhe chamávamos…
Ai pescávamos, apanhávamos lagostins e ás vezes cagados, beldruegas, nadávamos, apanhava
a areia preciosa (eu é que chamava assim por ser brilhante), tirávamos fotografias entre outras
coisas…
De volta a casa no fim do dia, era altura para comer algo rápido, normalmente uma sopa e
mais alguma coisa e íamos ao café na Serra, essa altura era sempre emocionante, pois víamos
os primos que já não se via à uns bons meses.
Quase todos os anos conseguia criar um pássaro caído do ninho e houve uma ano que essa
experiência foi com um cágado.
Mas nem tudo eram maravilhas, todos os dias temíamos que os incêndios entrassem pelos
terrenos dentro, quando isso acontecia, não se olhava a idades, se era homem ou mulher,
criança ou adulto, todos ajudavam
Por entre muitas outras recordações, recordo ainda as minhas escapadelas para a casa da
senhora que morava em frente a nós, adorava a casa dela, cheia de histórias, revistas antigas e
do forno onde cozíamos por vezes pão…
Recordo outras escapadelas pelo meio dos terrenos, com as ervas secas a arranharem-me as
pernas só para ir visitar outras senhoras, onde o terço era a sua companhia, o mundo delas era
aquele, a casa, o rádio, as imagens de Jesus e da sagrada família. Esse mundo privado abria as
portas para mim e eu sentia-me uma privilegiada por fazer parte dele por momentos.
Todos estes cheiros tão quentes, tão fortes e suaves ao mesmo tempo, estão guardados num
cantinho reservado no meu coração e sempre que sinto saudades de como eram os cheiros
dessas férias, consigo voltar a esses tempos como se fossem hoje e ser feliz com tão pouco.

Sábado, Julho 16, 2011

Lenços, écharpes e pascheminas, uma moda de ontem, hoje e amanhã...

Imagens retiradas do site http://blogs.orlandosentinel.com

http://www.lidorwyssocky.com


Olá, hoje venho aqui falar de lenços, écharpes e pashminas. Como fã e utilizadora destes acessórios, não de hoje, mas já há vários anos, não utilizo muito lenços, pois não sei muito bem como utilizá-los, mas as écharpes e pascheminas, são indispensáveis para mim.
Pelo que pesquisei, o uso destes acessórios começou com a Rainha Carlota Joaquina, quando a família Real foi para o Brasil. Isto aconteceu pois a Rainha, ou melhor os cabelos dela foram infestados de uma praga de piolhos, que fez com que chegasse a rapar o seu cabelo. O que era foi uma necessidade tornou-se numa moda, pois pouco tempo depois já portuguesas e espanholas usavam lenços bordados na cabeça. As Francesas também usavam lenços se bem que mais pequenos e amarrados ao pescoço.
Num passado mais recente (nos anos 70) o uso dos lenços tornou-se mais simbólica e uma forma de comunicar.
Existe uma panóplia considerável de modelos, lenços quadrados, de algodão, de seda, em Portugal são muito conhecidos os lenços dos namorados, típicos do Minho, em que a rapariga apaixonada borda no seu lenço mensagens para o seu amado. Posteriormente este mesmo lenço chega ás mãos do rapaz/homem amado e a resposta em como a rapariga era ou não correspondida, era o homem usar esse lenço em público.
Para além deste lenço tão conhecido em Portugal, outros modelos mais são conhecidos como o clássico da Hermes, também o lenço palestino ou Kaffyeh (espero estar a escrever correctamente), tão apreciado tantos por homens como por mulheres.
Existem figuras incontornáveis e que a maneira como usavam os lenços, ficaram para sempre, falo-vos por exemplo de Jacqueline Kennedy e também Grace Kelly os seus lenços tão característicos na cabeça
Nos dias que correm os lenços, écharpes são utilizados das mais variadas formas, entre as mais tradicionais, ou mais ousadas como por exemplo no cabelo ou a fazer de cinto.
Para mim é um acessório que uso e continuarei sempre a usar, mesmo em pleno verão raros são os dias em que saio de casa sem uma écharpe a acompanhar-me.
Quanto ás cores usadas, eu gosto de todas, mas aprecio muito as cores fortes, roxo, castanho, mescla de várias cores, dourado e também aprecio as cores mais suaves, mas em mim aprecio mais usar as cores fortes, por exemplo sobre uma t-shirt preta ou castanha funciona sempre bem.
Se tiverem curiosidade sobre o uso das cores espreitem este post http://bluestrass.blogspot.com/2006/09/moda-das-tnicas-e-lenos-indianos.html onde falo sobre isso.

Jokas a todos
Sandra C.

Sexta-feira, Junho 17, 2011

As voltas da vida...

As voltas da vida são mesmo assim, até à um mês atrás não conseguia concentrar-me a ler um livro e isto acontecia pelo menos à quase quatro anos, muitos foram os livros e que não consegui terminar, pois a cabeça andava demasiado ocupada, com mil e uma coisas ao mesmo tempo.
A vida mudou um bocadinho... passei a trabalhar mais longe de casa, voltei a andar de metro e então para evitar dormir, leio...
É bom voltar a sentir-me com vontade de ler, quem sabe a seguir vem de novo a vontade de escrever, tenho saudades de o fazer. Lembro-me que nessa altura, observava tudo o que me rodeava, as pessoas na rua, nos transportes, lia tudo o que conseguia, jornais gratuitos, revistas actuais e com alguns meses, ia buscar inspiração nas coisas mais inimagináveis... não acredito que o consiga fazer dessa mesma maneira, mas não custa nada tentar!
Se andam de transportes públicos, já pensaram na quantidade de pessoas passam ao vosso lado todos os dias, já tentaram fazer exercício , de tentar perceber que pessoa terão ao vosso lado, em que pensará ela, já tentaram captar os sinais dessa pessoa (isto claro sem dar a entender segundas intenções...).
Hoje por exemplo tive um exemplo disso mesmo, no metro vinha um rapaz nos bancos da frente que era a reencarnação do Bob Marley, fazia mesmo impressão olhar, pois o rapaz apesar de não ser negro, era igual a ele! O que passará na cabeça deste rapaz para criar este "boneco"? Será que o fez para se afirmar perante a sociedade?
No outro dia, dei por mim a olhar fixamente para uma miúda que se vestia não mal, mas péssimamente mal e questionei-me se os pais a deixavam sair de casa naqueles preparos, calções de ganga (ou umas calças sujas cortadas a fazer de calções e ainda mais uns belos rasgões), umas meias de renda cheias de buracos e uns ténis tipo All Stars, que tinham mais porcaria em cima...
Enfim um quadro digno de louvar aos Deuses. Aquilo fez-me lembrar algo tipo Madonna, nos anos 80, mas do mais rasca possível, o problema é que nos últimos tempos já não é a primeira que vejo assim. Aquilo é o quê, um movimento das meias rotas, uma afirmação... que pânico! Sei que não devia de fazer juízos de valores, mas fez-me confusão, pronto!!
Mas andar de transportes públicos tem destas coisas, consegues ver de tudo, bom, mau, medíocre e é meio caminho andado para deixares a imaginação voar, para dentro das cabeças dessas pessoas...