domingo, maio 20, 2018

Mãe Rita- Slingando amor por ai...



A entrevista que vos trago hoje, é de uma amiga especial. Já passamos muitas "aventuras" juntas, momentos bons e outros nem tanto assim.
Posso-vos contra que a Rita é "responsável" pela minha mais velha se chamar de Carolina.
Contando resumidamente... um dia recebo um mensagem da Rita a dizer que tinha sonhado com a bebé e que ela no sonho chamava-se Carolina. Mais tarde o meu filho mais velho um dia acordou e resolveu contar a toda a ente que a mana dele ia ser uma Carolina.
O que te queria dizer Rita, tu já sabes, estou aqui para ti! Fui umas das primeiras pessoas que soube da existência da Naia. Mesmo que não estejamos perto fisicamente, sempre que precisares , estou aqui!
Tu és uma super Mãe e nunca deixes que alguma vez te façam duvidar de tal!
Aqui fica a entrevista, espero que gostem tanto como eu!


Quando soubeste que estavas grávida qual foi a tua reação?
- Foi uma grande surpresa pois a probabilidade de eu engravidar não era grande. 
Primeiro veio o choque e a boca aberta (literalmente) durante longos minutos, depois quando confirmei com as análises ficámos os dois muito felizes. 
Mas eu sabia que nada voltaria a ser o mesmo e que provavelmente seria uma gravidez conturbada. O pai tinha regressado a Portugal depois de ter estado emigrado vários anos e estávamos a organizar a nossa vida em conjunto. Mesmo assim ficámos super felizes.

Era um sonho que tinhas?
- Sim, no fundo era um sonho mas sempre longínquo. Com 36 anos, muitas pessoas perguntavam-me quando iria “assentar e ter filhos”. 
Apesar de esse não ser o meu objectivo no momento, pois desejava alcançar outros objectivos pessoais e profissionais antes disso, acabou por acontecer. 
E creio que foi no momento certo. Acredito que tudo acontece na nossa vida por algum motivo e muitas vezes só mais tarde é que conseguimos compreender. 
Sempre fui vista pelos meus amigos como uma pessoa maternal e nas aventuras da adolescência era eu a “mamã” do grupo que tentava trazer algum juízo. 
Mas com o passar dos anos isso passou, vamos ver se com o tempo recupero essas faculdades…

A gravidez correu dentro da normalidade, ou houve algum contratempo?
- Houve vários contratempos. Devido a um problema de saúde crónico, tive de ficar de baixa por gravidez de risco. 
Infelizmente a mulher grávida ainda não está protegida no mundo laboral e fui dispensada de um dos empregos que tinha. Vim a descobrir que as entidades patronais conseguem sempre encontrar um motivo legal para o despedimento de mulheres grávidas ou puérperas de forma a encobrir a verdade: que uma mulher grávida já não irá dar o mesmo rendimento pois vai ter outra “função” que a vai ocupar muito e que não é remunerada: ser mãe.
Além disto, o meu problema de saúde agravou-se durante a gravidez e cheguei a desmaiar enquanto conduzia. Desde esse dia que deixei de conduzir, o que afectou a minha vida de uma maneira que não imaginava… depois de tantos anos habituada à minha independência, não tem sido fácil adaptar-me a depender de outros. 
Também não podia estar sozinha e o apoio da minha família foi fundamental. 
No entanto, as hormonas estavam a mil e até eu dizia que não suportava o meu mau humor! 
Foi uma gravidez tipo “bipolar” pois oscilava entre dias de extrema felicidade pelo barrigão e dias de embirrar com tudo e com todos. 
Como estava a maior parte do tempo em casa, era ainda mais difícil não me enervar com aquele prato que apareceu rachado ou aquela pessoa que disse que grávida fico mais bonita… mas… terá sido ironia??!!! Como se atreve??!! Grrrrrrr….
Depois no pós-parto foi declarado o “estado de emergência” cá em casa. 
Os dias e as noites tornaram-se em contínuos e infinitos meses que só eram percebidos quando festejávamos o “mesiversário” da bebé. 
Quatro longas semanas em que já não conseguia recordar-me do que era almoçar à mesa, tomar um banho prolongado, vestir roupa em vez de pijama, ouvir os ruídos das casas dos vizinhos sem que pareçam choro, cheirar a comida, a roupa ou simplesmente o ar sem que pareça cocó de bebé, etc… Nesta fase, o prato rachado e uma simples frase que me contrariasse era motivo para repetidas taquicardias. 
Sempre ouvi dizer que ser mãe é deixar de dormir, mas nunca imaginei que a falta de sono pudesse transformar uma pessoa tão recatada num ciclone de emoções.

Sei que, após o parto, não conseguiste amamentar. Sendo isso uma situação expectável na suposta maternidade, como te sentiste?
- Foi muito difícil de aceitar, pois creio que a amamentação, quando possível, é o melhor para a mãe e o bebé. Além dos benefícios nutricionais e imunológicos para o bebé, a carteira também agradece. Mas, mais uma vez, a vida quis mostrar-me que na verdade não temos controlo sobre a nossa vida e as coisas não são tão lineares como imaginamos. 
Descobri que a forma de alimentar os nossos filhos em nada interfere com o nosso amor por eles e vice-versa. 
Todas desejamos o melhor para os nossos bebés, mas o melhor para mim pode não ser o melhor para a outra mãe. Tal como aprendi que todos os bebés são diferentes e não existem regras universais, também descobri que todas as mães são diferentes. 
Não há mães melhores que outras. A frase “mãe é mãe”, que tantas vezes ouvia, adquiriu um novo significado.
Além de saber de antemão que não iria poder amamentar, o próprio parto também foi complicado e tive mais de um mês com dificuldade em mexer-me e em pegar na minha filha. 


Nessa altura descobri algo maravilhoso que permitiu-me dar colinho, criar laços com a bebé e facilitar a minha locomoção – o babywearing. Através da comunidade de babywearing aprendi formas de carregar a bebé junto a mim, o que acalmava a bebé e ao mesmo tempo fazia sentir-me mais forte e confiante, pois podia fazer tarefas domésticas e passear com ela amarradinha a mim. 
Era como se ela também estivesse a dar-me colo a mim. Fiz uma consulta com uma consultora de babywearing que ensinou-me como carregar a minha bebé de forma ergonómica. 
Até descobri que se pode fazer dança com babywearing! Deixo um exemplo do que falo 
Quando participei na celebração da semana internacional de babywearing com um mega encontro em Lisboa fiquei maravilhada e assim se iniciou um vício - daqueles saudáveis. 
Tenho um pano, um ring sling e um mei tai… o próximo será uma mochila ergonómica.


Em que consiste o babywearing e a comunidade associada?

Babywearing significa, à letra, “vestir o bebé” e inclui todas as formas de carregar o bebé junto ao nosso corpo. Existem vários tipos de porta-bebés: pano elástico e pano de tecido, ring sling, pouch sling, mei-tai, onbuhimo, mochilas ergonómicas entre outros. 
A questão de ser ergonómico é fundamental no babywearing, pois existem os conhecidos marsúpios e outros porta-bebés que não respeitam a anatomia e o desenvolvimento natural da bacia e da coluna do bebé. Também acabam por não ser confortáveis para quem carrega e não se consegue o efeito pretendido: ter as mãos-livres para trabalhar e passear. 
Isto não é uma moda, apesar de agora existir este nome estrangeiro “babywearing” para definir o que é carregar os bebés... 
Mas em Portugal, antes de existirem carrinhos de bebé, carregavam-se os bebés nos xailes, por exemplo. Em Moçambique, que é a terra do pai, existem as capulanas. 

Portanto, é algo ancestral mesmo.
Através dos grupos de babywearing no Facebook comecei a envolver-me nesta comunidade e, por exemplo, tenho recebido os chamados “panos viajantes” que são testers que as marcas enviam e circulam entre as mães por todo o país. Às vezes são as próprias mães que colocam os seus panos a viajar. Acabamos por também conhecer outras carregadoras e carregadores, pois já há homens que carregam… e derretem os corações da mulherada, claro está.



Deixa uma mensagem sobre a tua visão do ser mãe.... E a capacidade de estarmos de mente aberta em relação a novas experiências...
Ainda estou a descobrir o que é ser mãe. 
Não creio que me transformei em mãe assim que a minha bebé nasceu. 
A cada dia que passa estou a aprender a ser mãe e a minha filha está a ensinar-me também. 
As mães têm de lidar com pressões, opiniões e críticas alheias, principalmente vindas de outras mães. 
Mas porque é que temos de achar que o que resulta comigo deve ser lei? Porque é que temos de estar sempre a comparar, criticar, achar que os feitos dos nossos filhos são medalhas de boas mães? 
Eu creio que os filhos não são nossos, foram-nos confiados por um período de tempo e cabe a nós dar aquilo que temos e conseguimos, e também recebermos aquilo que eles têm para nos ensinar.

Grupos de babywearing no Facebook:

Babywearing Portugal 

Slingolicas Anónimas 

Trapos e Mamãs


Canais de Youtube sobre babywearing:

Wrap You in Love  

Mãe ao Cubo 

Trapos e Mamãs 

Bom domingo a todos!
Sandra C.

quarta-feira, maio 16, 2018

Beleza Pura!

L

As minhas Amarílis tão lindas....

Beijos e abraços para todos...
Sandra C.

terça-feira, maio 15, 2018

Joana- Amor para a vida toda!


A entrevista que vos trago hoje, é de uma pessoa especial, como todas as pessoas que aqui trago.
Conheci a Joana ainda era uma menina... a nossa Joaninha.
A Joaninha cresceu, casou e agora é mãe pela primeira vez!
Podia entrevistar muitas primeiras mães, mas decidi que a Joana era a pessoa certa! E aqui está ela a contar nas suas palavras esta aventura, sua, do Ricardo e da pequena Leonor!


Joana foste mãe pela primeira vez ainda não fez um ano. 
Como está a correr esta aventura?
- A aventura de ser mãe começou no dia 17 de novembro de 2017, há quase 6 meses. Está a ser uma experiência única e maravilhosa. Estou a adorar ser mãe! Confesso que os dois primeiros meses foram os mais cansativos, era tudo novidade, ainda estava em fase de adaptação à bebé e ela a mim, e principalmente à nova vida a três.  A nossa vida mudou completamente com a chegada deste pequeno ser. Muitas horas sem dormir, refeições fora de horas, muitas dúvidas, medos, receios...mas vale tudo a pena. Todos os dias existe algo novo a aprender, todos os dias são o primeiro dia de alguma coisa para a Leonor e sabe tão bem ver esses pequenos momentos. Não trocaria esta vida por nada deste mundo.

Ser mãe sempre foi um sonho que tiveste?
- Sempre sonhei em ser mãe, pois adoro bebés e crianças. Quando era pequena sonhava em casar e ter filhos. Uma das minhas brincadeiras favoritas era brincar às famílias. Eu tinha sempre dois ou três filhos. :)

Presumo que tenha sido muito emotivo quando soubeste da noticia?
- Sim. No dia em que descobri que estava grávida fiquei muito feliz. 
Já andávamos a tentar a alguns meses e por isso estava muito ansiosa. 
No inicio de Março de 2017 tive os primeiros sintomas
(cansaço, dores no fundo da barriga, dores de cabeça) e fiquei desconfiada. Comprei dois testes de gravidez os quais fiz sozinha. 
Chorei de felicidade quando deu positivo. Tive vontade de contar a toda a gente, mas consegui aguentar e guardei para fazer surpresa no dia de aniversário do meu marido, 20 de Março. Consegui esconder de todos durante 4 semanas, inclusive do pai. Foi uma surpresa linda.

Que receios tinhas no decorrer da gravidez?




- Quanto aos receios que tive durante a gravidez, penso que são os comuns a todas as grávidas. 
O medo que aconteça alguma coisa ou de estar a fazer alguma coisa errada que possa fazer mal ao bebé é uma constante. Receio do parto e até do pós parto. 
Mas felizmente tive uma gravidez muito saudável, tranquila e feliz. 
Foram 40 semanas de muita intensidade, vividas ao pormenor, de modo a aproveitar cada segundo.


Os enjoos e os desejos de grávida afectaram-te?
- Desejos não cheguei a ter. Quanto aos enjoos, tiveram inicio no segundo mês e duraram até ao terceiro. Apenas apareciam de manhã durante o pequeno almoço. 
Não podia comer nada que ia tudo para fora, mas depois ficava bem. E acabaram por passar.



Quando tomaste noção que o dia estava a chegar, o que sentiste? Medo, ansiedade?
- Depois de completar as 36 semanas de gestação, comecei a ficar ansiosa. Podia ser a qualquer momento e como é óbvio comecei a ter medo do que poderia acontecer durante o parto. Imaginava como seria. Se iria ter contrações, se ia doer muito, se ia ser rápido... No fundo se iria ser capaz de aguentar o parto.

 Como correu o parto?
- O parto felizmente correu muito bem. Teve de ser cesariana porque a pequena Leonor posicionou-se de tal forma que não conseguia nascer sozinha. 
Era minha vontade e convicção que o parto fosse normal. Contudo no dia anterior ao parto, durante a consulta com o meu obstetra, ficou claro que não valia a pena esperar mais. 
Por isso a Leonor nasceu no dia previsto para o parto, mesmo nas 40 semanas de gestação. 
No dia do parto, embora estivesse bastante calma, encontrava-me ansiosa para conhecer a minha bebé. 
O papá esteve  presente, acompanhando e apoiando-me, aliás, como sempre fez ao longo de toda a gravidez. Foi um apoio fundamental!
A equipa médica foi igualmente excepcional.
Apesar de ser cesariana senti praticamente tudo. É um facto que não senti dor porque me foi administrada a epidural. Contudo senti o corte e quando a puxaram. Ainda consegui espreitar um bocadinho. 
Adorei quando colocaram aquele serzinho junto a mim. Ouvir o primeiro chorinho dela foi maravilhoso. Mal sabia chorar. É um momento único que nunca vou esquecer. 
Ela nasceu bem. Uma gorduchinha de 3,820gr e 50,5cm por volta das 15h45m.

Conseguiste amamentar? Como correu?



- A amamentação está a correr bem. No inicio custou, pois foi bastante dolorosa a descida do leite. Mas com força de vontade e muito amor consegui aguentar a dor e não desisti. 
Hoje adoro amamentar. São momentos só nossos. É um amor de mãe para filha incomparável. Consegui proporcionar à minha filha a amamentação exclusiva até aos 5 meses. 
Muito embora continue a mamar já introduzi as papas, sopas e frutas. 
O leite materno vai estar presente na alimentação da Leonor até ela não querer mais ou eu deixar de o ter.

Tencionas voltar a repetir esta experiência?
- Sim, um dia tenciono voltar a repetir esta linda experiência. Quero voltar a engravidar. 
Sempre esteve nos meus planos ter pelo menos dois filhos.




Acreditas que o ser mãe, é algo intuitivo, que nasce connosco?
- Sim. Há mulheres que nascem para ser mães e outras não. 
Para ser mãe é preciso ser muito paciente, compreensiva, responsável e saber que tens de abdicar de certas coisas para te dedicares de corpo e alma a um pequeno ser. 
Acima de tudo é necessário ter muito amor para dar. Acredito que muitas mulheres não foram feitas para experimentarem esta fase na vida delas. 
Categoricamente, afirmo que muitas nunca deveriam ser mães. 
E depois existem aquelas mulheres que nascem com a tal intuição ou dom de ser mãe. 
No meu caso, com as minhas imperfeições, nasci seguramente para o ser. 
Se pudesse seria mãe a tempo inteiro pois é a melhor profissão do mundo!
Todas as opções que faço, corretas ou erradas, são sempre a pensar no bem estar da Leonor. 
Estou certa que ainda tenho muito a aprender.
Amo incondicionalmente a minha filha e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que seja feliz!



Espero que gostem tanto das palavras como eu gostei! 
Parabéns Joaninha e Ricardo! Parabéns Leonor pelos papás fantásticos que tens!!
Iremos sempre estar ao vosso lado sempre que precisarem de nós!
As fotos foram facultadas atenciosamente pela Joana.

Beijinhos e abraços a quem nos lê!
Sandra C.

sexta-feira, maio 11, 2018

Onde ficam os sonhos?



Ontem a caminho de casa, após mais um dia de trabalho resolvi colocar o Cd dos Abba onde ouvi entre outras esta música, que tanto me toca.
Esta música não é a original, mas como gosto muito de ouvir esta menina cantar aqui vai...

E então, onde ficam os sonhos? Guardados numa gaveta do nosso coração?
Alguns dos meus estão por lá! Eu acredito piamente que sonhar faz bem e faz-nos crescer e andar com a nossa vida para a frente!

E que sonhos tem vocês?
Os meus são vários, que vão desde sonhar e ter uma vida melhor (coisa habitual que todos os comuns mortais desejam), sonho (desejo) que os meus filhos sejam felizes, sonho em ir viver para outro lugar fora de Lisboa (acho que vou esperar pela reforma... será que chego para viver isso?), sonho em ter um negócio meu, a trabalhar em algo que gosto,

 E o que gosto eu? Ui... tantas coisas.. Deixa lá ver:
- Gosto de cozinhar!
- Gosto de trabalhos manuais e criação de artesanato
- Gosto de teatro (adorava ter um projecto onde pudesse dar aulas de teatro aos mais pequenos e aos mais velhos)
- Gosto de fotografia

 E tenho um sonho que me acompanha desde menina, ter uma loja de cafés e chás, daquelas que vendem o café e o chá a peso. Adoro! Sempre que passava em frente a uma ficava embevecida a sentir o cheiro e a tentar saber como tudo funcionava .

Tantos sonhos, tantos... é bom sonhar, "o sonho comanda a vida!"


"O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos."

Eleanor Roosevelt


"Sonhar é acordar-se para dentro."

Mario Quintana


"Nós somos do tecido de que são feitos os sonhos."

William Shakespeare


Boa sexta-feira a todos e não se esqueçam de sonhar...
Beijos e abraços
Sandra C.