quarta-feira, junho 21, 2017

A revolta dos incêndios...

                                                                 Foto in https://zap.aeiou.pt/

As notícias dos últimos dias deixam qualquer um devastado e a pensar o sentido em que levamos as nossas vidas.

Confesso que mal tenho visto TV, para além do meu tempo ser pouco, prefiro não ver constamente as mesmas imagens, o caos, a destruição e principalmente as vidas que se perderam.
Tudo isso me choca, dificilmente os meus olhos não ficam marejados de lágrimas e revolta, também porque já faz muito tempo, também eu soube o que foi viver com o fogo perto de mim.

Todos os anos se fala em prevenção, mas claramente fico com a sensação que nada acontece, tudo é igual ao que aconteceu em anos anteriores, apenas muda o ponto onde acontece.

Custa ver os sonhos de uma vida inteira, passados a cinza em minutos, custa os gritos de quem antevê que nada vai poder fazer... mas teima em ficar com esperança que um milagre se opere por bem, salvando o inevitável.

E a seguir o que vem? O silêncio escabroso, o cheiro negro a raiva e a seguir... as reportagens de quem quer vender mais audiências, mostrando o lado mais negro de toda uma tormenta.
É o trabalho deles, bem entendido!
Mas tem alturas em que em vez de noticias, mais parece uma venda em hasta pública de sentimentos .
Que raiva que dá! Não basta o sofrimento, quanto mais o exporem desta maneira...

Só de pensar que uma daquelas famílias, podíamos ser Nós, sim Nós! Nós gostamos muito de descobrir cantinhos de Portugal onde nunca estivemos, já andamos lá perto... mas graças a Deus estamos aqui a salvo!

Resta pensar que quem se foi, esteja em paz e que olhe por quem ficou...
Palavras de forte consideração aos bombeiros e outras entidades em terreno.

E aos que ficam, tal como o Marquês de Pombal dizia "Cuidar dos vivos...", se é que isso é possível.
                                           Foto by http://www.cmjornal.pt/

Muita coragem para quem vai começar tudo de novo, que ganhe forças vindas lá do fundo do seu âmago!

Triste e revoltada me despeço...
Sandra C.

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