segunda-feira, julho 25, 2011

Com cheiros a férias...

Hoje de manhã ao acordar para mais um dia de trabalho, ainda semi-inerte num
sono VS cansaço de um fim-de-semana como sempre agitado, pelo meio das N coisas para
fazer, dei por mim a olhar para a rua a observar a manhã já nascida há algumas horas e a
pensar naquelas manhãs em que viajava para quase um mês de férias em Tomar.
Saímos sempre bem cedo de casa, pois nessa altura o verão era implacável e lá pelas 10/11h00
da manhã já o sol fazia-se sentir na nossa pele e no ar quase irrespirável do carro (sim, naquela
altura não havia ar condicionado), então ao chegar perto do aeroporto era o momento Shinne
do dia, o nascer do sol. Era verdadeiramente emocionante, começar a ver uns tímidos raios de
sol, até que o astro rei despontava em grande força.
A viagem normalmente era feita via Porto Alto, parávamos sempre por lá para comer, ou
então em Muge, comíamos sempre uma sandes de queijo enorme e um copo de leite frio e
seguíamos viagem. Passar por aquelas terras todas, olhar o Tejo na sua pequenez VS imensidão
era lindo.
Nessa viagem começava-se a projectar as aventuras desse verão de um modo geral quase
sempre igual ás aventuras do ano anterior, mas eram aventuras na mesma.
Ao chegar ao Carvalhal, um conjunto de cheiros invadia o meu nariz, o cheiro a campo, a
erva seca, a figos quase a cair de tão maduras, de amoras nas silvas a pedirem para serem
apanhadas, entre outras coisas.
As aventuras passavam sempre por andar uns bons 5 ou 6 Kms (será que não seria mais?) a
pé, por entre caminhos de pó e vinhas (lógico que este percurso não se fazia sem provar as
ditas uvas), até chegar à íngreme descida até que se chegava à calmaria das águas de um dos
braços do Castelo de Bode, o Rio da Chousa, como lhe chamávamos…
Ai pescávamos, apanhávamos lagostins e ás vezes cagados, beldruegas, nadávamos, apanhava
a areia preciosa (eu é que chamava assim por ser brilhante), tirávamos fotografias entre outras
coisas…
De volta a casa no fim do dia, era altura para comer algo rápido, normalmente uma sopa e
mais alguma coisa e íamos ao café na Serra, essa altura era sempre emocionante, pois víamos
os primos que já não se via à uns bons meses.
Quase todos os anos conseguia criar um pássaro caído do ninho e houve uma ano que essa
experiência foi com um cágado.
Mas nem tudo eram maravilhas, todos os dias temíamos que os incêndios entrassem pelos
terrenos dentro, quando isso acontecia, não se olhava a idades, se era homem ou mulher,
criança ou adulto, todos ajudavam
Por entre muitas outras recordações, recordo ainda as minhas escapadelas para a casa da
senhora que morava em frente a nós, adorava a casa dela, cheia de histórias, revistas antigas e
do forno onde cozíamos por vezes pão…
Recordo outras escapadelas pelo meio dos terrenos, com as ervas secas a arranharem-me as
pernas só para ir visitar outras senhoras, onde o terço era a sua companhia, o mundo delas era
aquele, a casa, o rádio, as imagens de Jesus e da sagrada família. Esse mundo privado abria as
portas para mim e eu sentia-me uma privilegiada por fazer parte dele por momentos.
Todos estes cheiros tão quentes, tão fortes e suaves ao mesmo tempo, estão guardados num
cantinho reservado no meu coração e sempre que sinto saudades de como eram os cheiros
dessas férias, consigo voltar a esses tempos como se fossem hoje e ser feliz com tão pouco.

sábado, julho 16, 2011

Lenços, écharpes e pascheminas, uma moda de ontem, hoje e amanhã...

Imagens retiradas do site http://blogs.orlandosentinel.com

http://www.lidorwyssocky.com


Olá, hoje venho aqui falar de lenços, écharpes e pashminas. Como fã e utilizadora destes acessórios, não de hoje, mas já há vários anos, não utilizo muito lenços, pois não sei muito bem como utilizá-los, mas as écharpes e pascheminas, são indispensáveis para mim.
Pelo que pesquisei, o uso destes acessórios começou com a Rainha Carlota Joaquina, quando a família Real foi para o Brasil. Isto aconteceu pois a Rainha, ou melhor os cabelos dela foram infestados de uma praga de piolhos, que fez com que chegasse a rapar o seu cabelo. O que era foi uma necessidade tornou-se numa moda, pois pouco tempo depois já portuguesas e espanholas usavam lenços bordados na cabeça. As Francesas também usavam lenços se bem que mais pequenos e amarrados ao pescoço.
Num passado mais recente (nos anos 70) o uso dos lenços tornou-se mais simbólica e uma forma de comunicar.
Existe uma panóplia considerável de modelos, lenços quadrados, de algodão, de seda, em Portugal são muito conhecidos os lenços dos namorados, típicos do Minho, em que a rapariga apaixonada borda no seu lenço mensagens para o seu amado. Posteriormente este mesmo lenço chega ás mãos do rapaz/homem amado e a resposta em como a rapariga era ou não correspondida, era o homem usar esse lenço em público.
Para além deste lenço tão conhecido em Portugal, outros modelos mais são conhecidos como o clássico da Hermes, também o lenço palestino ou Kaffyeh (espero estar a escrever correctamente), tão apreciado tantos por homens como por mulheres.
Existem figuras incontornáveis e que a maneira como usavam os lenços, ficaram para sempre, falo-vos por exemplo de Jacqueline Kennedy e também Grace Kelly os seus lenços tão característicos na cabeça
Nos dias que correm os lenços, écharpes são utilizados das mais variadas formas, entre as mais tradicionais, ou mais ousadas como por exemplo no cabelo ou a fazer de cinto.
Para mim é um acessório que uso e continuarei sempre a usar, mesmo em pleno verão raros são os dias em que saio de casa sem uma écharpe a acompanhar-me.
Quanto ás cores usadas, eu gosto de todas, mas aprecio muito as cores fortes, roxo, castanho, mescla de várias cores, dourado e também aprecio as cores mais suaves, mas em mim aprecio mais usar as cores fortes, por exemplo sobre uma t-shirt preta ou castanha funciona sempre bem.
Se tiverem curiosidade sobre o uso das cores espreitem este post http://bluestrass.blogspot.com/2006/09/moda-das-tnicas-e-lenos-indianos.html onde falo sobre isso.

Jokas a todos
Sandra C.