sábado, julho 03, 2010

Ser feliz!


Hoje no noticiário deparei-me com uma reportagem, em que se falava de ser feliz... do que representava ser feliz e o que se fazia para ser feliz...
Na minha opinião, isso depende muito de pessoa para pessoa. Cada qual tem os seus objectivos na vida, cada qual define as suas metas, cada um sabe o que o preenche.
A mim existe várias coisas que me deixam feliz, com o passar dos anos essas coisas vão mudando, consoante a nossa idade, mediante a etapa que a nossa vida passa, etc...
Quando era mais pequena, as coisas que me deixavam feliz era:
- Esperar que o meu pai chegasse de mota, eu ia a correr mais de cem mtrs só para poder vir aqueles 100 mtrs a andar de mota!
- Quando ao domingo nós íamos almoçar ao meu avô e eu tinha a liberdade completa, para mexer nos cães, gatos, coelhos, galinhas, etc...
- Comer os meus pratos favoritos que eram bife com batatas fritas, empadão de arroz com carne e frango assado no forno com puré.
- Quando me ofereciam umas coisas que eu chamava de "Volvitas", não era mais do que aperitivos de queijo.
- Quando a minha madrinha me trazia um "russo" e eu tirava fora o chantily todo, só para comer o folhado (ainda hoje faço o mesmo com os milfolhas)
- Quando nos domingos que o meu pai ia para a caça, eu saia com a minha mãe e íamos passear...
- Quando chegava a véspera de Natal e tínhamos sempre aquela montanha de doces para fazer...
- Quando brincava na rua e tão depressa as brincadeiras eram as típicas das meninas, como logo a seguir brincava com os rapazes!
- Quando cantava em frente ao espelho...

Na minha adolescência, as coisas aos poucos ficaram um bocadinho diferentes:
- Ficava feliz quando ia para Tomar nas férias e/ou feriados e estava com os "primos" emprestados...
- Quando ia para o rio e passávamos grandes tardes na água e a pescar...
- Quando íamos apanhar amoras e à "xinxada" de uvas e figos (no verão) e de abóboras (no outono)
- Quando fazíamos os "espectáculos" de fim de férias.
- Quando dava na rádio algumas músicas especiais.
- Quando conseguia fazer uma amizade verdadeira (nesta fase da adolescência, fazer as ditas amizades verdadeiras, foi difícil, mas ainda guardo algumas...)
- Quando ia para os treinos do Judo...
- Quando escrevia textos giros (alguns até estapafúrdios...)

No inicio da vida adulta, ficava feliz com:
- Quando ia para os ensaios de dança e descobria passos novos
- Quando conseguia inventar novas coreografias e ultrapassar obstáculos
- Quando os saraus de dança corriam bem
- Quando os ensaios de teatro corriam bem
- Quando as peças eram um sucesso
- Quando conseguia ter uma conversa séria com um amigo (digo séria, porque naquela altura, o pessoal não queria mesmo saber de assuntos sérios, era só mesmo "cortir")
- Quando saia para passear, nem que fosse no jardim mais próximo.

Nos dias que correm fico feliz quando:
- Vejo o sorriso lindo do meu filho.
- Ele brinca e dá aquelas gargalhadas contagiantes...
- Quando ele estica os braços e me dá o que cá em casa chamamos de "chichões"
- Recebo um beijos e carinhos do maridão!
- Reconhecem o meu trabalho
- Quando vou ver um filme (o que não fazemos à muito tempo...) e o mesmo me deixa emocionada.
- Quando vou ver uma peça de Teatro e no fim sinto-me "cheia" de um não sei quê muito bom...
- Quando oiço uma música que me toca.
- Quando pinto e faço as minhas coisinhas artesanais...
- Quando consigo encontrar pessoas que já não vejo à muito tempo.
- Quando tenho sonhos bons...


E principalmente sou feliz, quando acordo todos os dias e tenho mais um dia pela frente, ainda que ele seja duro, stressante, muitas vezes frustrante. Mas tenho esse dia pela frente!
E você, já pensou no que o/a faz realmente feliz?

"A felicidade continua a exigir de nós comportamentos que não são compatíveis com a facilidade. Não nos tornamos felizes carregando num botão. É preciso subir montanhas, insistir em esforços prolongados; acreditar, até ao heroísmo, na lentidão. Por vezes, reunimos todas as forças e não sabemos se aguentamos até ao fim do dia.
(Paulo Geraldo)"
Um bom fim-de-semana a todos
Jokinhas
Sandra C.

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