quarta-feira, março 21, 2007

A Antero de quental

No ano de 1993, pela mão de uma professora de português, fiquei a conhecer a obra de Antero de Quental e de como ele era incompreendido, na altura também eu vivia uma fase de grande instabilidade pois atravessava uma fase complicada tanto a nível de saúde e por consequência a nível emocional também.
Nessa fase escrevi estes dois textos, que não podem ser considerados poemas, mas têm um pouco do sentido poético.
Em memória de Antero de Quental.

Poeta
Poeta és tu, que lutas pelos teus ideais, que divulgas sem medo os teus pensamentos.
Passas por cima de tudo e de todos, lutas com gigantes, para conseguires chegar é tua ilha bela com aroma de baunilhado.
Liberdade sim, repressão não!
Luta poeta, luta tu por todos que não têm coragem para o fazer!
Luta por ti, por mim, por todos os que precisam de lutar e não têm forças para o fazerem!
Luta enquanto tens tempo e força para o fazeres, pois um dia, o dia em que o teu corpo já não te der luta, morrerás então pata o mundo terreno e subirás ao teu trono merecido na eternidade!

Sandra
30-04-1993

Louco te chamam
Louco te chamam, oprimindo a tua voz na garganta, desejas mudar o mundo, o mundo hipócrita em que vives.
Mas como...como mudar este mundo, carregado de mentes sujas, que nada vem á frente, se não uma vida turva, uma fé buscada não sei onde, corpos martirizados pela mentira!
Hipócritas!
Vocês sim, deviam ser chamados de loucos, postos em camisas de força, para ver se a vida avançava.
Um dia arrepender-se-ão de chamarem louco a quem quer mudar o mundo!
Cépticos!
Vocês mentem a vós próprios, não querem enxergar a vida, o mundinho reles e sem esperança onde vivem!
Um dia talvez, dêem razão a quem queria lutar, quando esse dia chegar... então ai, diremos nós...lutem sozinhos agora!
Sofram, lutem, mas nada irá mudar o universo sujo, as mentes hipócritas dos prisioneiros da vida fútil.

Sandra
30-04-1993

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